Renato Russo: 30 anos sem a voz que marcou gerações com a Legião Urbana
Três décadas após a morte do cantor e compositor, em 11 de outubro de 1996, suas músicas continuam presentes na memória de diferentes gerações (Foto Divulgação) Neste domingo, 11 de outubro de 2026, completam-se 30 anos da morte de Renato Russo, um dos nomes mais importantes da música brasileira.
Vocalista, compositor e fundador da Legião Urbana, o artista morreu aos 36 anos, no Rio de Janeiro, mas deixou um repertório que continua conquistando novos ouvintes e fazendo parte da vida de quem cresceu acompanhando o rock nacional.
Dono de uma voz inconfundível e de letras que abordavam amor, amizade, solidão, juventude, política e desigualdade social, Renato construiu uma trajetória que ultrapassou os limites da música.
Suas composições se tornaram referências culturais e continuam sendo cantadas por públicos de diferentes idades.
Nascido Renato Manfredini Júnior, em 27 de março de 1960, no Rio de Janeiro, ele passou parte da infância e adolescência nos Estados Unidos e em Brasília.
Foi na capital federal que desenvolveu sua relação com a música e participou do movimento que ajudaria a transformar o rock brasileiro na década de 1980.
Da cena punk de Brasília ao sucesso nacional Antes de alcançar reconhecimento com a Legião Urbana, Renato Russo participou da cena punk de Brasília e criou a banda Aborto Elétrico, no final da década de 1970.
O grupo teve papel importante no desenvolvimento do rock produzido na capital e influenciou outras bandas que surgiriam posteriormente.
Em 1982, Renato formou a Legião Urbana ao lado de Marcelo Bonfá, Eduardo Paraná e Paulo Paulista.
Com mudanças na formação, a banda consolidou sua identidade com Renato nos vocais e na composição, Marcelo Bonfá na bateria, Dado Villa-Lobos na guitarra e Renato Rocha no baixo em parte da trajetória.
O primeiro álbum, lançado em 1985, apresentou ao público músicas como Será, Ainda É Cedo e Geração Coca-Cola.
O disco ajudou a estabelecer a banda como um dos principais nomes de uma geração que encontrou no rock uma forma de expressar suas insatisfações e expectativas.
O reconhecimento cresceu com os trabalhos seguintes.
Álbuns como Dois (1986), Que País É Este 1978/1987 (1987), As Quatro Estações (1989) e V (1991) consolidaram a importância da Legião Urbana na música brasileira.
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