A era do home office acabou? O que mostram os novos dados do IBGE
Por que tantos profissionais preferem se demitir a deixar o home office? Desde a pandemia de Covid-19, milhões de brasileiros voltaram a trabalhar dos escritórios, mas até agora o mercado de trabalho não retornou ao mesmo cenário existente antes de 2020.
Dados da PNAD Contínua – Características Adicionais do Mercado de Trabalho 2025, divulgados pelo IBGE nesta quarta-feira (23), mostram que o trabalho realizado em casa perdeu espaço desde o pico registrado após a pandemia, mas permanece maior do que era antes da crise sanitária. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Em 2022, 8,4% dos trabalhadores exerciam suas atividades no próprio domicílio.
Em 2025, esse percentual recuou para 7,9%.
No mesmo período, a participação daqueles que trabalham em estabelecimentos físicos cresceu de 57,9% para 60,2%.
Em 2019, por exemplo, apenas 5,8% dos trabalhadores atuavam em casa.
Em 2012, o percentual era de 3,6%.
Isso mostra que a transformação dos modelos de trabalho começou antes mesmo da Covid-19. ➡️ O avanço do setor de serviços, a digitalização da economia, o crescimento das plataformas digitais e do trabalho autônomo já vinham reduzindo a dependência de um único local fixo de trabalho.
A pandemia acelerou esse processo.
Como o IBGE não realizou esse módulo da pesquisa em 2020 e 2021, não é possível medir com precisão o pico dos efeitos das medidas de isolamento.
Ainda assim, o salto observado em 2022 mostra a dimensão da mudança.
Muitas empresas descobriram que parte de suas atividades podia ser realizada remotamente.
Ao mesmo tempo, milhões de trabalhadores reorganizaram a própria vida levando em conta a possibilidade de trabalhar longe dos escritórios.
Mas esse cenário voltou a mudar nos anos seguintes.
Em 2025, 60,2% dos trabalhadores exerciam suas atividades em estabelecimentos do próprio empreendimento.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Economia.