A alfinetada de Milei em Lula após ser citado em debate contra Flávio
O presidente da Argentina , Javier Milei , foi às redes sociais na segunda-feira 19 para responder a um comentário de seu homólogo brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante o debate eleitoral com Flávio Bolsonaro (PL), em que associou o senador ao mandatário argentino.
“Vai pegar emprestada a motosserra do Milei? Responde”, questionou o petista durante o embate transmitido pela Band, no domingo 18.
Flávio evitou, porém, responder a pergunta.
Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Javier Milei (@javiermilei) O líder ultraliberal decidiu ironizar, postando em seu perfil no Instagram uma charge em que aparece ao lado do senador do PL, apresentado ali como “amigo do Milei”.
Na mesma imagem, Lula aparece apontando para os dois, com expressão raivosa, enquanto líderes latino-americanos identificados com a esquerda são retratados ao fundo, incluindo a argentina Cristina Kirchner, de tornozeleira eletrônica (condenada por corrupção), e o venezuelano Nicolás Maduro, atrás das grades (capturado pelos Estados Unidos).
Continua após a publicidade Na legenda da postagem, Milei escreveu em espanhol: “Lloran los zurdos… Se les viene la noche… VLLC!”, expressão provocativa que, em tradução livre, diz que “a esquerda chora” e que “a noite está chegando para eles” — aparente referência à onda de eleições na América Latina que, nos últimos três anos, terminaram com a vitória da direita em 11 das 14 votações.
A sigla, por sua vez, é uma abreviação do slogan do presidente argentino, “ viva la libertad, cara*o “.
Críticas à gestão econômica Embora Flávio não tenha detalhado um plano detalhado para a economia do Brasil, sua coordenadora econômica da campanha, Daniella Marques, declarou em setembro ter mapeado “mil normas” para revogar, “usando um pouco de inspiração no que foi feito no governo Milei”.
Continua após a publicidade Apesar da “motosserra” ter sido bem-sucedida em controlar a inflação, que vivia na casa dos três dígitos na Argentina e agora estabilizou-se em 33%, o amargo remédio não produziu melhorias tangíveis para as famílias.
Os salários não acompanharam o custo de vida e estão mais baixos do que há três anos, quando Milei chegou à Casa Rosada.
Ao longo do seu mandato, a população teve perda do poder de compra de 40%, reflexo da interdição dos cofres públicos, que além de reduzir o consumo das famílias, fez a produção industrial recuar 3%, o pior tombo desde a pandemia.
O quadro levou o banco J.P.
Morgan a rever a projeção de crescimento neste ano, de 5% para 1,5%, prevendo uma recessão já no terceiro trimestre.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.