Pastor vira réu acusado de dizer que cidade precisava de oração porque 'homossexual assumido' ocupou direção da Câmara
O pastor Moises de Jesus Lima, ex-secretário-adjunto de Governo de Nova Odessa (SP), virou réu na Justiça Redes sociais O pastor Moises de Jesus Lima, ex-secretário-adjunto de Governo de Nova Odessa (SP), virou réu na Justiça após ser acusado de dizer que a cidade precisava de oração porque um "homossexual assumido" havia ocupado o cargo de diretor da Câmara Municipal.
Ao aceitar a denúncia do Ministério Público (MP), a juíza Melina Alonso Scherma Locatelli, da 1ª Vara Judicial de Nova Odessa, afirmou que a "materialidade delitiva está devidamente comprovada nos autos, há indícios de autoria contra o denunciado e a denúncia descreve os fatos criminosos com as suas circunstâncias".
Ao g1, Lima alegou estar sendo vítima de perseguição política e religiosa, e negou ter dado a declaração (veja abaixo o posicionamento completo). 📲 Siga o g1 Piracicaba no Instagram Na denúncia, o MP aponta que, no dia 17 de janeiro de 2025, o então secretário e pastor participava de uma reunião oficial com autoridades e lideranças religiosas no gabinete do prefeito quando praticou discriminação em razão da sexualidade de Lucas Camargo Donato, empossado no cargo de diretor geral do Legislativo.
Agora no g1 Na ocasião, cita o documento, Lima passou a fazer comentários sobre a direção da Câmara Municipal e afirmou que era necessário realizar oração pela cidade porque a direção da Câmara estaria sendo ocupada por um "homossexual assumido", em referência, segundo o MP, a Donato.
Ainda de acordo com o Ministério Público, a declaração não foi proferida de maneira casual ou apenas informativa, já que testemunhas destacaram que o secretário manifestou estar "triste" pelo fato de a Câmara Municipal possuir um diretor homossexual e chegou inclusive a declarar que tal circunstância seria "inaceitável".
Investigação na Câmara O caso chegou a motivar a criação de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI). 🔎 A Comissão Especial de Inquérito (CEI) é uma comissão temporária criada no âmbito das Câmaras Municipais com poderes de investigação próprios das autoridades para apurar um fato em um determinado prazo.
Durante as investigações, segundo o MP, foi juntada aos autos uma mensagem encaminhada pelo próprio denunciado à vítima, reconhecendo o erro da conduta e pedindo perdão.
Apesar de admitir o erro, negou a intenção de ofender Donato.
Lima também admitiu a declaração ao ser interrogado pela comissão da Câmara, mas tentou justificar a fala.
"O conjunto probatório produzido revela, de forma segura e harmônica, que o denunciado extrapolou os limites da liberdade religiosa e da liberdade de expressão, utilizando-se de sua posição de liderança para exteriorizar manifestação que inferiorizou e expôs a vítima em razão de sua orientação sexual", pontuou o promotor Carlos Alberto Ruiz Nardy.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.