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Caso Lito: entenda o que faz a proteína prion ficar infecciosa

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Caso Lito: entenda o que faz a proteína prion ficar infecciosa

Por Tuane Vieira Em 1º de outubro de 2026, morreu Lito Sousa .

O mecânico de aeronaves e criador do canal Aviões e Músicas no YouTube tinha 59 anos e, 41 antes, havia anunciado publicamente o diagnóstico de doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ).

Esse diagnóstico introduziu uma palavra pouco familiar no noticiário brasileiro: prion .

A DCJ é uma condição neurodegenerativa rara, progressiva e até o momento sem cura.

A rapidez entre o anúncio e a morte dá a medida do que essa doença é.

A maior parte dos casos de CDJ é esporádica: surge sem causa externa identificável, sem contágio e sem mutação.

A doença aparece porque uma proteína que todos nós temos, a proteína prion, mudou de forma.

E é justamente essa mudança de forma que nosso Laboratório NB3 para o Diagnóstico e Desenvolvimento de Estratégias Terapêuticas para Doenças Infecciosas, na Universidade Federal do Rio de Janeiro , vem investigando, com um resultado recente que indica para um lado da história.

A proteína prion existe em todos nós.

Ela fica ancorada na superfície das células, sobretudo no cérebro, e tem funções normais que ainda não conhecemos por completo.

O problema não é a proteína existir: é mudar de forma.

A mesma sequência de aminoácidos , sem nenhuma alteração genética, pode se dobrar de um jeito diferente e, a partir daí, começar a se empilhar em fibras que se acumulam no tecido nervoso.

Isso é o que torna as doenças priônicas diferentes.

Não há vírus, não há bactéria, não há mutação necessária.

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