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Brasil

Os sinais incontestáveis de uma economia doente

Bem Paraná ·

Por décadas, as Casas Bahia ajudaram a transformar o consumo no Brasil.

Seu famoso carnê abriu as portas do crédito a milhões de famílias que dificilmente teriam acesso a uma geladeira, um televisor ou um móvel novo pagando à vista.

Por isso, há algo de profundamente simbólico no pedido de recuperação judicial apresentado agora pela companhia.

Com R$ 17,3 bilhões em dívidas e depois de uma recuperação extrajudicial realizada em 2024, a gigante do varejo voltou à mesa dos credores.

O prejuízo contábil de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre — ainda que majoritariamente provocado por efeitos não recorrentes — apenas tornou mais dramática uma situação que já vinha se deteriorando.

Seria mais confortável se o caso pudesse ser explicado apenas por erros de gestão.

Eles existem.

Assim como existem uma estrutura pesada, uma dívida gigantesca e um modelo de negócios que precisa se adaptar a um consumidor que migrou rapidamente para o mundo digital.

O comércio eletrônico cresce carregando muito menos tijolos nas costas do que as grandes redes tradicionais.

Mas a Casas Bahia está longe de ser uma ilha.

Desde 2023, grandes varejistas já tiveram de reestruturar cerca de R$ 68 bilhões em dívidas.

Marabraz, Tok&Stok, Polishop, Dia e outras redes entraram nessa lista; em março, até o Grupo Pão de Açúcar recorreu a uma recuperação extrajudicial para renegociar R$ 4,5 bilhões.

Quando tantos barcos começam a fazer água ao mesmo tempo, talvez seja prudente olhar também para a tempestade.

E a tempestade é pesada.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bemparana.com.br — o conteúdo pertence a Bem Paraná.

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