Como julgamento de uma mãe acusada de matar os 3 filhos impulsiona o debate sobre psicose pós-parto
Lindsay Clancy durante o julgamento em 18 de agosto.
Jonathan Wiggs/The Boston Globe via Getty Images Lindsay Clancy durante o julgamento em 18 de agosto.
Jonathan Wiggs/The Boston Globe via Getty Images Aviso: esta reportagem contém detalhes perturbadores e aborda uma tentativa de suicídio.
Um mês antes de matar seus três filhos, a norte-americana Lindsay Clancy procurou a mãe e o então marido para dizer que tinha "pensamentos sobre fazer mal às crianças". 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A mãe de Clancy, Paula Musgrove, testemunhou nesta semana que, naquela época, Lindsay dizia: "'Esta não sou eu, nunca tinha sido assim antes'.
E eu concordava, porque não era mesmo".
Clancy, atualmente internada em um hospital psiquiátrico de Massachusetts, nos Estados Unidos, não nega ter cometido os assassinatos, mas se declarou inocente das acusações de homicídio.
Sua defesa argumenta que ela sofria de psicose pós-parto quando atentou contra a vida dos filhos.
Seus sintomas incluíam alucinações e delírios que começaram após o nascimento de seu terceiro filho.
"Ela era incapaz de adequar seu comportamento às normas legais e não compreendia a ilegalidade de seu ato", declarou na quarta-feira Paul Zeizel, psicólogo clínico e forense.
Por sua vez, a promotoria sustentou que ela tomou a decisão calculada de matar intencionalmente os filhos: Cora, de cinco anos; Dawson, de três; e Callan, de oito meses.
Lindsay Clancy.
Reuters via BBC Enfermeira americana que matou seus três filhos pesquisou antes sobre alucinações, psicose e efeitos de remédios Nos casos de psicose pós-parto — uma condição rara considerada uma emergência médica —, as pacientes podem apresentar mania, depressão ou uma combinação das duas.
Elas também sofrem sintomas psicóticos, como ouvir vozes que não existem.
Em casos graves e raros, podem machucar a si mesmas ou a outras pessoas, ou até matá-las.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.