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Como dívida recorde dos EUA de US$ 40 tri impacta economia brasileira

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Como dívida recorde dos EUA de US$ 40 tri impacta economia brasileira

O avanço da dívida pública dos Estados Unidos a novo recorde de US$ 40 trilhões acendeu um alerta nos mercados globais. Ainda que o problema esteja na maior economia do mundo, seus efeitos podem chegar ao Brasil por meio do câmbio, dos juros e do fluxo internacional de capitais.

Dívida federal americana ultrapassou a marca recorde de US$ 40 trilhões. A nova máxima é resultado de anos sucessivos de déficits fiscais elevados. O governo dos Estados Unidos tem gasto mais do que arrecada, impulsionado por despesas com programas sociais, defesa e medidas de estímulo, sem uma compensação equivalente do lado das receitas.

Aceleração do endividamento aumenta a relação entre dívida e PIB (Produto Interno Bruto). Déficit de cerca de US$ 430 bilhões registrado apenas em julho foi o pior já observado para o mês. Isso ampliou o tamanho da dívida em relação a tudo o que a economia do país produz em um ano, que está na casa de US$ 32,4 trilhões. Assim, a relação dívida/PIB subiu para 125%, ante 10% em 2016.

Com dívida maior, governo dos Estados Unidos gasta mais. As despesas anuais com juros já giram em torno de US$ 1 trilhão. Para comparar, isso é equivalente a tudo o que a Casa Branca gasta no orçamento de defesa.

Para cobrir financiamento, o Tesouro americano precisa emitir um volume crescente de títulos públicos. Com mais papéis no mercado, investidores passam a exigir remunerações maiores para financiar o governo, pressionando as taxas de juros de longo prazo nos Estados Unidos.

Uma política fiscal muito expansionista em uma economia que continua operando próxima do pleno emprego pode sustentar a demanda agregada e dificultar o trabalho do Federal Reserve no combate à inflação. Ao mesmo tempo, déficits elevados aumentam a necessidade de financiamento do governo e podem contribuir para manter os juros longos em níveis altos, encarecendo hipotecas, crédito empresarial e investimentos. Paulo Gala, professor de Economia da FGV-SP

Juros mais altos nos Estados Unidos tornam os títulos do governo americano mais atraentes para investidores do mundo inteiro. Com retornos maiores e menor percepção de risco, parte dos recursos que poderia ser direcionada a mercados emergentes acaba migrando para ativos americanos.

Problema das contas públicas dos Estados Unidos chega ao Brasil em cadeia. Os juros elevados na economia americana reduzem o fluxo de recursos para outros mercados, incluindo a economia brasileira.

Países emergentes precisam oferecer um prêmio adicional para continuar atraentes para investidores globais. Isso pode reduzir ou tornar mais seletivo o fluxo de capital para o Brasil, pressionar o real e aumentar a volatilidade da Bolsa, principalmente em empresas mais sensíveis a juros e dependentes de capital estrangeiro. O ponto central é que não precisamos necessariamente de uma fuga generalizada de recursos, basta o retorno americano subir para que o custo de oportunidade de investir no Brasil também aumente. Marcela Rocha, economista e chefe de investimentos da Avenue

Alta do dólar por período prolongado provoca inflação no Brasil.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.

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