Conselho Regional de Medicina cria Observatório da Violência contra Médicos, na PB
Conselho Regional de Medicina cria Observatório da Violência contra Médicos, na PB Freepik O Conselho Regional de Medicina da Paraíba instituiu o Observatório da Violência contra Médicos na Paraíba, por meio de uma resolução publicada no Diário Oficial do Estado nesta quinta-feira (20).
A medida estabelece um sistema para reunir informações sobre agressões sofridas por médicos durante o exercício da profissão e usar esses dados para orientar ações de prevenção e fiscalização. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp O g1 conversou com o presidente do CRM-PB, Bruno Leandro, que explicou que a proposta é transformar as notificações de violência em informações que ajudem a identificar os locais e situações de maior risco.
“O CRM-PB decidiu ir além do recebimento burocrático dessas notificações: queremos transformar os registros em informação organizada, identificar onde e em quais circunstâncias a violência ocorre e, a partir disso, orientar fiscalização, prevenção, interlocução com gestores, forças de segurança e Ministério Público e até propostas legislativas”, disse o presidente.
Agora no g1 Como o observatório deve funcionar O Observatório funcionará junto à Comissão de Defesa das Prerrogativas Médicas do CRM-PB e vai reunir e analisar informações sobre casos de violência contra médicos no estado.
As unidades de saúde públicas e privadas deverão notificar ao CRM-PB as agressões ocorridas em suas dependências.
O médico também poderá comunicar diretamente ao conselho, mesmo que a unidade não tenha feito o registro.
A notificação será feita por meio de formulário eletrônico.
A resolução determina que os casos classificados como graves sejam notificados ao CRM-PB em até 72 horas a partir do momento em que o fato chegar ao conhecimento do responsável pela notificação.
Nas demais situações, o prazo será de até cinco dias úteis.
O presidente destaca que o prazo de 72 horas é o limite para que a notificação seja feita ao conselho.
Ele não representa o prazo para o início de uma fiscalização pelo CRM-PB.
“O principal ganho é sair de uma atuação predominantemente reativa para uma atuação também preventiva.
O Observatório permitirá conhecer a frequência, o tipo e a distribuição das agressões, identificar unidades, setores, horários e contextos de maior risco e produzir indicadores e mapas de risco.
Esses dados poderão direcionar a fiscalização do CRM-PB para os locais mais vulneráveis e fundamentar cobranças objetivas aos gestores”, disse o presidente.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Paraíba.