Cientistas podem ter descoberto primeira evidência de matéria escura
Cientistas podem estar mais perto do que nunca de finalmente detectar diretamente a matéria escura, uma substância misteriosa que, segundo os modelos atuais, responde por cerca de 85% da matéria do Universo.
O achado mais recente foi identificado com o experimento LUX-ZEPLIN, que apontou uma interação de partículas que é difícil de explicar por "processos de fundo" conhecidos, sinais produzidos por partículas e fenômenos da matéria convencional.
A hipótese é que ela poderia ter sido causada por uma WIMP (partícula massiva de interação fraca), uma das principais candidatas a compor a matéria escura.
A possível detecção foi apresentada no dia 1º de setembro na conferência TeV Particle Astrophysics, realizada no Japão.
O estudo, que ainda precisa ser revisado por pesquisadores independentes, será disponibilizado na plataforma arXiv e submetido para publicação na revista Physical Review Letters.
Tal resultado, porém, ainda não permite afirmar que a matéria escura foi encontrada.
O evento detectado, afinal, apresentou nível de significância estatística de 2,6 sigma.
Esse valor é abaixo do patamar de 5 sigma, geralmente adotado na física de partículas para considerar uma descoberta confirmada.
Além disso, as observações ainda sendo submetidos à avaliação por pares e precisarão ser reforçados por novos dados para que a hipótese ganhe credibilidade.
“Não estamos afirmando ter visto matéria escura.
Mas vimos algo interessante que queremos compartilhar com a comunidade científica para que ela dê sua opinião”, indica Rick Gaitskell, professor da Universidade Brown, nos Estados Unidos, e coautor do projeto, em comunicado.
Evento raro no detector subterrâneo Durante dois anos, cerca de 250 cientistas e engenheiros de 39 instituições, em seis países, analisaram dados do LUX-ZEPLIN, um dos experimentos mais sensíveis já construídos para buscar sinais de matéria escura.
Ele é administrado pelo Laboratório Nacional Lawrence Berkeley, do Departamento de Energia dos EUA.
O detector fica na Instalação de Pesquisa Subterrânea de Sanford, na Dakota do Sul, em uma área localizada quase 1,5 quilômetro abaixo da superfície.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistagalileu.globo.com — o conteúdo pertence a Galileu.