“Welcome to Wrexham”, a série que junta negócio, comunidade e paixão
Fazia tempo que uma série não me prendia tanto quanto “Welcome to Wrexham”, disponível no Disney+.
Não é sobre futebol.
É sobre gente, negócio, propósito e a prova de que dá para crescer sem perder a essência.
A história começa em 2021, quando os atores Ryan Reynolds e Rob McElhenney compram o Wrexham , um clube galês que estava havia mais de uma década fora do futebol profissional inglês.
Pagaram cerca de £ 2 milhões e poderia ter sido só um capricho de celebridade, mas virou o contrário.
O que mais me chama atenção, como alguém que vive no mundo dos esportes, foi o cuidado com que eles trataram a cidade antes mesmo de pensar no time.
Wrexham é pequena, foi esquecida por décadas, e os novos donos entenderam que reerguer o clube passava por reerguer o orgulho da comunidade.
Investiram no comércio local, na infraestrutura, e trataram cada morador como parte do projeto, não como plateia.
Em resumo, deram uma aula de comunidade.
E aí vem outro ponto que me emociona: o investimento no futebol feminino.
Enquanto muitos clubes ainda tratam o time feminino como departamento “simbólico”, o Wrexham profissionalizou o time, assinou os primeiros contratos semiprofissionais da história do clube e deu às atletas uma visibilidade diferenciada dentro da série.
Uma das jogadoras resumiu bem o sentimento do elenco ao dizer que, pela primeira vez, sentiam que o projeto também era delas.
Outro aspecto da série que me chamou atenção foram os “perfis de jogadores”.
Eles fazem de uma forma que aproxima a audiência do atleta, humaniza e cria identificação.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em maquinadoesporte.com.br — o conteúdo pertence a Máquina do Esporte.