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Brasil

Meta recebeu R$ 2 milhões com anúncios eleitorais irregulares

A Tarde ·
Meta recebeu R$ 2 milhões com anúncios eleitorais irregulares

A Meta recebeu até R$ 2 milhões para veicular 1.613 anúncios político-eleitorais pagos do exterior e impulsionados por páginas sem autorização para fazer propaganda eleitoral no Brasil.

Os conteúdos, identificados entre julho e setembro de 2026, alcançaram até 171,1 milhões de impressões no Facebook e no Instagram, segundo relatório do NetLab, laboratório de pesquisa da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).O documento, obtido pela reportagem do portal A TARDE, aponta falhas nos mecanismos de fiscalização da empresa e riscos de interferência estrangeira nas eleições brasileiras.

Os anúncios promoviam ou atacavam candidatos, muitas vezes de maneira contraditória, e foram veiculados por páginas com nomes genéricos, criadas recentemente e sem responsáveis claramente identificados.Intitulado Meta lucra com anúncios irregulares promovidos por redes coordenadas para influenciar as eleições no Brasil, o estudo foi desenvolvido no âmbito do Observatório das Big Tech.

A pesquisa identificou 187 anunciantes e concluiu que os anúncios analisados foram inicialmente veiculados sem a classificação obrigatória de conteúdo político.“Todos os anúncios identificados nesse estudo foram veiculados inicialmente sem a classificação como ‘políticos’ e apenas posteriormente recategorizados pela Meta”, afirma o relatório.

Como foram os pagamentosDe acordo com o levantamento, 99,5% dos anúncios foram pagos em dólar americano.

A soma dos valores máximos de investimento informados pela Meta chegou a R$ 2,046 milhões, considerando as cotações de 1º de outubro de 2026.A plataforma informou a fonte pagadora de 1.076 anúncios, o equivalente a 66,7% do total analisado.

Nos outros 537 casos, não foi possível identificar quem financiou a publicidade.Entre os pagamentos identificados, 98,1% apontavam os Estados Unidos como localização da fonte pagadora.

Também foram encontrados registros associados a México, Bangladesh, Itália, Singapura, Colômbia, China e Brasil.O relatório destaca a atuação da Corporativo Lam, LLC, identificada como fonte pagadora de 1.047 anúncios — 97,3% daqueles com informação disponível.

Segundo os pesquisadores, a empresa pode ter investido até R$ 1,6 milhão em publicidade político-eleitoral nas plataformas da Meta.A pesquisa aponta que não foi possível identificar os responsáveis pela operação nem esclarecer a relação da empresa com a disputa eleitoral brasileira.

A Corporativo Lam aparece associada ao site Pagolinkglobal.com, que estava suspenso no período analisado.

Valores investidos em publicidade político-eleitorais entre julho e outubro - Foto: Reprodução | Netlab “Anúncios político-eleitorais foram impulsionados por páginas de terceiros localizadas fora do Brasil e pagos em moeda estrangeira.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em atarde.com.br — o conteúdo pertence a A Tarde.

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