“Carnaval na Quaresma”: blocos de BH ameaçam boicotar desfiles
Belo Horizonte — A decisão de transferir os desfiles das escolas de samba e dos blocos caricatos de Belo Horizonte para depois do Carnaval abriu uma crise entre as agremiações.
O Leão da Lagoinha, um dos blocos mais antigos da capital, ameaça não entrar na avenida em 2027 caso a programação seja mantida durante a Quaresma .
Grupos contrários à mudança também levaram o caso ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).
Eles alegam que nem todas as agremiações foram convidadas para a reunião que aprovou o novo calendário e questionam a transparência da votação.
Desde 2025, os desfiles de passarela são realizados na segunda e na terça-feira de Carnaval, na Avenida dos Andradas, diante da Praça da Estação.
Em 2027, a programação foi marcada para ocorrer entre 12 e 14 de fevereiro, de sexta-feira a domingo.
O período começa três dias depois da terça-feira de Carnaval, em 9 de fevereiro, e já está dentro da Quaresma.
A alteração foi aprovada por 13 votos a 9 em uma reunião realizada na sede da Empresa Municipal de Turismo de Belo Horizonte (Belotur), em 17 de agosto.
“Ela quer transferir o desfile de passarela para a sexta-feira de Quaresma.
Isso aconteceu numa votação dentro da própria Belotur, entre os representantes de escolas de samba e blocos caricatos.
Porém, alguns atores desse desfile não ficaram sabendo dessa reunião e nem foram convidados.
Posso dizer em nome do bloco Leão da Lagoinha, que é o primeiro bloco de BH.
Nós abrimos o desfile de passarela desde 1947”, disse Jairo Nascimento Moreira, presidente do bloco.
Leia também Minas Gerais Do Carnaval aos festivais: cultura movimenta R$ 4 bilhões em BH Minas Gerais Damião nega ser contra Carnaval e explica veto a feriado em BH Minas Gerais Damião veta projeto para terça-feira de Carnaval ser feriado em BH Brasil Carnaval: BH zera ocorrências de feminicídio e tem redução de crimes Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Bloco O Leão da Lagoinha (@blocooleaodalagoinha) Carnaval na Quaresma? Representantes são contra a mudança e citam, entre os motivos, a tradição religiosa de integrantes das agremiações e o risco de redução do público.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.metropoles.com — o conteúdo pertence a Metrópoles.