Saiba passo a passo para pessoas submetidas à internação involuntária no DF
Após os dois primeiros casos de internação involuntária humanizada de pessoas em situação de rua no Distrito Federal , surgem dúvidas sobre os passos seguintes após o paciente ter alta da unidade de saúde onde é avaliado.
A ideia do protocolo criado pelo GDF é que o cidadão continue a receber assistência depois de sair do hospital, sendo inserido em políticas públicas de assistência social, moradia, trabalho e renda.
A Secretaria de Saúde do DF (SES-DF) deu mais detalhes sobre o protocolo de internação involuntária humanizada, nesta terça-feira (25/8).
Além dos profissionais responsáveis pelo tratamento de saúde, o serviço social da unidade hospitalar deve levantar informações sobre a vida do paciente, como a existência de familiares e vínculos fora da capital.
“Durante o processo de internação, para além dos cuidados em saúde das equipes médica e de enfermagem, o serviço social também será acionado.
Daí, começa, então, o serviço social da saúde, as assistentes sociais.
Elas vão iniciar esse processo de identificação da família, do vínculo, para sabermos quem é essa pessoa”, explicou a subsecretária de Saúde Mental da SES-DF, Fernanda Falcomer, durante coletiva de imprensa.
A partir desse levantamento, a pessoa poderá ser encaminhada para os serviços da assistência social e, caso tenha familiares que possam recebê-la, a equipe buscará restabelecer esse vínculo.
Caso isso não seja possível, uma das alternativas será o acolhimento em abrigo público.
“Um lugar para ele sair da situação de rua e iniciar esse processo de inserção nas outras políticas públicas” , afirmou Fernanda Falcomer.
O acompanhamento também poderá envolver programas de moradia e ações de capacitação e inserção no mercado de trabalho.
A subsecretária ressaltou, porém, que a pessoa não será obrigada a aderir aos serviços oferecidos depois da alta.
A internação pode ser involuntária, mas a continuidade em abrigos e outras políticas sociais depende da adesão do paciente.
“Não existe uma compulsoriedade onde a pessoa é obrigada a ir para o abrigo público “, explicou Fernanda.
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