Após 1.652 transferências, mulher consegue na Justiça bloqueio em sites de bets
Ludopatia: entenda o que é a doença de pessoas viciadas em jogos de azar Uma mulher de Maceió conseguiu na Justiça uma decisão que obriga seis empresas de apostas online a bloquear seus cadastros e impedir novos acessos às plataformas.
Segundo a decisão da 5ª Vara Cível da Capital, ela realizou 1.652 transferências via PIX destinadas a empresas ligadas a apostas. 📱Participe do canal do g1 Alagoas O nome da mulher não será divulgado para preservar a identidade dela e evitar exposição.
O valor total movimentado não foi informado na decisão.
Transtorno do jogo e autoexclusão A mulher apresentou à Justiça um relatório psicológico, emitido em agosto deste ano, com diagnóstico de Transtorno do Jogo, também conhecido como ludopatia.
Segundo o documento citado pelo juiz, o quadro envolve dificuldade de controlar o comportamento de apostar e trouxe prejuízos financeiros e emocionais. 🎲 A ludopatia é uma condição médica caracterizada pelo desejo incontrolável de continuar jogando.
A doença é reconhecida pela OMS e no Brasil tem CID: 10-Z72.6 (mania de jogo e apostas) e 10-F63.0 (jogo patológico).
A decisão, de 31 de agosto, é provisória e foi assinada pelo juiz Maurício César Breda Filho.
O mérito do processo ainda será julgado.
Segundo a ação, a mulher já havia tentado utilizar um sistema de autoexclusão em julho deste ano, mas novas transferências para plataformas de apostas teriam ocorrido depois disso.
Ela também afirmou que continuou recebendo ofertas e mensagens promocionais.
Ao analisar o pedido de urgência, o magistrado considerou que havia elementos suficientes para determinar medidas imediatas de proteção.
Empresas alvo da decisão Órgãos de defesa do consumidor do Espírito Santo querem que bets sejam obrigadas a informar risco de perda para apostadores.
Arquivo/Agência Brasil Com a decisão, as seguintes empresas devem bloquear integralmente os cadastros da autora: Brilliant Gaming Ltda.
Univebet Gaming Ltda.
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