Por que chamamos lixo eletrônico de “spam”?
SPAM é uma marca de carne suína enlatada dos EUA que surgiu em 1937.
Ela era amplamente consumida pelas tropas norte-americanas durante a Segunda Guerra Mundial.
A dificuldade de levar fontes de proteína frescas ao front fez com que o presunto de lata (que tem data de validade indefinida) se tornasse unânime nas refeições.
Por meio das ocupações militares americanas nas ilhas do Pacífico, o SPAM entrou na dieta de países como Filipinas e Japão.
No estado do Havaí, por exemplo, SPAM com arroz, nori e shoyu é um clássico lanchinho da tarde.
Como o captcha sabe que eu não sou um robô? Poderia-se argumentar que o SPAM se espalhou pelo Pacífico como o lixo eletrônico se espalha pelas caixas de entrada de email de todas as pessoas.
Mas o termo ganhou a conotação cibernética graças a uma esquete do grupo humorístico Monty Python, que foi ao ar em 1970.
Continua após a publicidade Na cena de três minutos e meio, um casal entra em um café que só serve pratos preparados com SPAM.
A atendente repete a palavra SPAM mais de 20 vezes ao listar o menu, causando uma revolta na cliente que não gosta do presunto enlatado.
No final da cena, um grupo de vikings canta o verso “ Spam, Spam, Spam, Spam… Lovely Spam! Wonderful Spam! “.
A palavra SPAM ainda aparece diversas vezes nos créditos da esquete.
Continua após a publicidade É irritante, repetitivo e consome o espaço de todas as outras palavras ditas na esquete.
Nos primeiríssimos fóruns de conversa da internet, nos anos 1980, os internautas (e prováveis fãs do Monty Python) enviavam a palavra “spam” repetidamente para ofuscar as outras mensagens do chat – como brincadeira ou para espantar novos usuários.
Em outras palavras, estavam “spamando”.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em super.abril.com.br — o conteúdo pertence a Superinteressante.