Veto a candidatos nas eleições é manipulação, diz Rui Costa Pimenta
O candidato à Presidência da República pelo PCO, Rui Costa Pimenta , declarou nesta 6ª feira (21.ago.2026) ser contrário à proibição de candidaturas nas eleições brasileiras.
Pimenta afirmou defender que os eleitores decidam os candidatos e classificou eventuais vetos como “ uma manipulação das eleições “.
“ Eu acho que quem deve decidir quem são os candidatos é o povo, ou então a eleição não é soberana.
De um modo geral, a proibição de candidatos às eleições é uma manipulação das eleições e nenhuma Corte deveria ter esse poder “, disse em entrevista ao jornalista Leonardo Gimenes, no estúdio do Poder360 , em Brasília.
Pimenta classificou como “ irregular ” o processo no Supremo Tribunal Federal que resultou na inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), embora tenha ressaltado não ter “ nenhuma afinidade ideológica ” com o político do PL.
Assista ao vivo: “ Está marcado por inúmeras irregularidades, que seriam causas para a nulidade do processo.
A inelegibilidade do Bolsonaro é absurda.
Ele ficou inelegível porque fez um discurso para representantes estrangeiros, o que acho que só no Brasil alguém seria condenado por uma coisa dessa “, declarou.
Bolsonaro foi condenado por 5 crimes, dentre eles tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado.
O candidato do PCO também criticou a decisão judicial que condenou o ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho (Republicanos) por improbidade administrativa em 2005.
O esgotamento dos recursos de defesa se deu em 2018, mas o cumprimento da sentença foi determinado em agosto de 2026.
“ Também não tenho absolutamente nenhuma afinidade política, [mas] acho absurdo ele estar sendo impedido de concorrer, ou tentarem, por um processo de 2005 “, afirmou.
Segundo o candidato, a posição do partido baseia-se em um princípio legal e histórico, pois o PCO se opôs à Lei da Ficha Limpa desde sua criação.
“ Ficamos contra porque já sabíamos que ia dar margem a todo tipo de arbitrariedade “, disse.
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