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Ministro de Israel exibe local de pena de morte em vídeo de campanha

Poder360 ·
Ministro de Israel exibe local de pena de morte em vídeo de campanha

Imagens divulgadas por Itamar Ben-Gvir mostram área para enforcamento de palestinos condenados por ataques letais

Itamar Ben-Gvir, ministro da Segurança Nacional de Israel , publicou, na 5ª feira (20.ago.2026), um vídeo em que mostra o local onde palestinos condenados por ataques letais deverão ser executados por enforcamento. O material tem formato de propaganda eleitoral, já que o país realiza eleições gerais em 27 de outubro.

O vídeo foi parcialmente borrado para impedir a identificação do local. Nele, Ben-Gvir afirma que a estrutura já está em construção e descreve o funcionamento previsto do espaço.

🎥 #vídeo Ministro de Israel exibe local de pena de morte em vídeo de campanha

🇮🇱 Itamar Ben-Gvir, ministro da Segurança Nacional de Israel, publicou na 5ª feira (20.ago.2026) um vídeo em que apresenta o local onde palestinos condenados por ataques letais deverão ser executados… pic.twitter.com/eWpp1OK5mu

“É aqui que os terroristas serão executados. Teremos uma forca, salas para que as vítimas do crime possam vir e assistir, igualzinho nos Estados Unidos, aliás” , disse o ministro nas imagens divulgadas no Instagram . Em seguida, acrescentou: “Estamos cumprindo nossas promessas. Houve quem duvidasse, houve quem zombasse. Está aí. A obra começou.”

Em março deste ano, por iniciativa de Ben-Gvir, o Parlamento israelense aprovou a pena de morte como sentença padrão para palestinos condenados por ataques letais. Durante a votação, o ministro usava um broche em formato de forca.

A legislação não menciona explicitamente palestinos como alvo exclusivo. Na prática, porém, ela só se aplica a processos julgados em tribunais militares e a casos em que o motivo seja “negar a existência do Estado de Israel” . Isso torna praticamente nulas as chances de que extremistas judeus sejam enquadrados na norma.

O sistema judicial é o elemento central dessa assimetria. Cidadãos israelenses, incluindo colonos judeus que vivem em assentamentos ilegais na Cisjordânia sob ocupação israelense desde 1967, são julgados pela lei civil de Israel. Palestinos acusados de crimes relacionados à “segurança nacional” do país passam pelo sistema de justiça militar.

Essa diferença de tratamento é o fundamento da acusação da Anistia Internacional de que Israel pratica apartheid na Cisjordânia. O governo israelense rejeita a classificação, argumentando que as distinções decorrem de preocupações legítimas de segurança e de nacionalidade, não de raça, e que, sem componente racial, não cabe falar em apartheid pelo direito internacional.

Os assentamentos na Cisjordânia são considerados ilegais pelo direito internacional porque a Convenção de Genebra proíbe que um país ocupante transfira sua população para território sob ocupação. Israel contesta essa interpretação, alegando não incentivar nem financiar o movimento inicial dos colonos, embora forneça proteção militar, incentivos fiscais, respaldo jurídico e infraestrutura depois que um assentamento é estabelecido. Atualmente, cerca de 500 mil judeus vivem em assentamentos na Cisjordânia e outros 250 mil residem na Jerusalém Oriental ocupada.

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