Ouro salta 3% com queda dos juros nos EUA e chega a US$ 4,5 mil
O ouro disparou nesta quarta-feira (19) e atinge o maior nível nos últimos dois meses e meio nesta quarta-feira (19).
O Tesouro dos Estados Unidos surpreendeu o mercado pela manhã com o anúncio de que vai dobrar as recompras de títulos com vencimento acima de 10 anos, a partir de setembro.
Com a recompra, as taxas tendem a cair.
Desde o início da guerra no Oriente Médio, a alta da "dobradinha" formada por petróleo e juros americanos foi a principal causa para o fim do rali dourado.
O metal registrou uma alta muito intensa nos últimos dois anos - de mais de 60% em 2026 - e acelerou ainda mais no início deste ano.
Até que a guerra recalibrou os fluxos de dinheiro e fez o ouro perder atratividade frente aos títulos americanos, que começaram a pagar mais.
“Isso foi totalmente inesperado.
Muito positivo para o ouro devido aos menores rendimentos dos títulos do Tesouro de longo prazo e porque pode ajudar a desvalorizar o dólar”, disse Robert Gottlieb, especialista do setor e ex-chefe de metais preciosos da Koch Supply and Trading, à CNBC.
“Embora a forte procura tenha diminuído nos últimos dias, os fluxos (de investimento em ouro) podem retornar rapidamente em meio ao apoio de liquidez do Tesouro, um Fed disposto a ignorar um choque energético e uma narrativa crescente de estagflação, o que, em última análise, deverá levar a taxas de juros reais mais baixas”, afirmou a nota da TD Securities, também à CNBC.
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