Taxas do Tesouro Direto recuam com intervenção do governo americano no mercado de juros futuros
É com ajuda dos Estados Unidos que os títulos do Tesouro Direto recuam nesta quarta-feira (19).
Os juros globais até começaram o dia em queda, mas foi o anúncio de que o Tesouro americano vai aumentar o volume de recompras de títulos nos Estados Unidos que fez as taxas despencarem em diversos países.
Com a recompra, o governo de Donald Trump é capaz suavizar a alta de juros de longo prazo – os que mais afetam sobretudo as dívidas imobiliárias e empresariais.
Esses vencimentos registraram uma alta intensa no último período.
Os títulos com 30 anos atingiram, na segunda-feira (17), 5,311% ao ano, o maior nível desde junho de 2007.
Entre os motivos citados por analistas estão dúvidas sobre o risco fiscal, o compromisso do Fed com o controle da inflação e a concorrência dos títulos públicos com a grande quantidade de dívida colocada no mercado pelas empresas associadas à corrida da inteligência artificial.
Agora, esses mesmos papéis recuam ao nível do início de agosto.
As maiores quedas são nos títulos de 20 e 30 anos - os que serão imediatamente afetados pela intervenção anunciada hoje.
A aplicação no Tesouro IPCA+ 2032 paga IPCA + 8,09%, ante IPCA + 8,14% na última sessão.
A aplicação no Tesouro IPCA+ 2040 retorna IPCA + 7,54%, ante IPCA + 7,58% na última sessão.
A aplicação no Tesouro IPCA+ 2050 retorna IPCA + 7,28%, ante IPCA + 7,30% na última sessão.
A aplicação no Tesouro Prefixado 2029 paga 14,31%, ante 14,30% na última sessão.
A aplicação no Tesouro Prefixado 2032 remunera 14,73%, ante 14,75% na última sessão.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em valorinveste.globo.com — o conteúdo pertence a Valor Investe.