A motocicleta monstruosa equipada com uma turbina de helicóptero que transforma o escapamento em uma fornalha
Superbike americana usa turbina Rolls-Royce de 420 hp e tem velocidade máxima anunciada superior a 400 km/h
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Ela não possui cilindros, pistões ou o ronco convencional de uma superbike. A MTT 420RR foi construída ao redor de uma turbina Rolls-Royce M250-C20B usada também em helicópteros e entrega 420 hp em uma máquina de apenas duas rodas. O resultado mistura som de aeronave, gases de escape extremamente quentes e uma velocidade máxima anunciada que ultrapassa 400 km/h.
A Marine Turbine Technologies, empresa americana especializada em aplicações terrestres para turbinas a gás, criou inicialmente a famosa Y2K Turbine Superbike. A evolução desse conceito resultou na 420RR, equipada com a Rolls-Royce M250-C20B, integrante de uma família de motores empregada em aeronaves como o helicóptero Bell 206.
Existe uma diferença importante para uma “moto a jato”. A turbina não empurra a motocicleta diretamente pela força dos gases. Ela produz potência mecânica em um eixo, que chega à roda traseira por uma transmissão automática de duas velocidades. Portanto, o princípio continua sendo girar a roda para movimentar a moto.
O comportamento é completamente diferente do de um motor a pistão. O conjunto gira em altíssima rotação, produz um assobio característico de turbina e lança gases extremamente quentes pela saída traseira. Foi essa temperatura que criou muitas das histórias sobre a Y2K “derreter” objetos posicionados perto demais do escapamento.
O vídeo abaixo mostra especificamente uma MTT 420RR sendo ligada e permite ouvir o som característico da turbina e observar sua saída de escape. É um registro direto da motocicleta tratada nesta matéria, sem confundi-la com uma superbike convencional.
A própria fabricante anuncia velocidade limitada pela relação de transmissão em 273 mph , aproximadamente 439 km/h. Também existe uma edição comemorativa para a qual a MTT divulga garantia de 250 mph, cerca de 402 km/h. Esses números colocam a motocicleta em um território de desempenho absolutamente excepcional.
Isso não significa, porém, que 439 km/h seja um recorde independente amplamente homologado em pista. É mais correto tratá-lo como velocidade máxima declarada pela fabricante, evitando apresentar a cifra como se uma entidade independente tivesse necessariamente registrado cada exemplar alcançando esse número.
Turbinas a gás são capazes de funcionar com diferentes combustíveis adequados às suas características. A MTT informa que suas motocicletas podem utilizar combustíveis como diesel e querosene, enquanto referências técnicas também citam Jet-A entre as possibilidades. Portanto, dizer que a moto obrigatoriamente “queima combustível de avião” simplifica demais o sistema.
Essa flexibilidade vem do modo como uma turbina realiza a combustão continuamente, em vez de usar ciclos individuais dentro de cilindros. O som também nasce desse funcionamento completamente diferente, ajudando a explicar por que uma 420RR ligada se parece mais com uma pequena aeronave preparando-se para decolar.
Os R$ 2 milhões da pauta não são um preço oficial fixado no Brasil.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.