Correção: MP descarta crime eleitoral de Tarcísio e questiona ato da PM com motorista de Haddad
A nota enviada anteriormente continha incorreção no lide. O título também foi atualizado. Segue texto corrigido:
A Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo considerou que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), não cometeu crime eleitoral e arquivou o pedido de investigação sobre a suposta perseguição de viaturas da Polícia Militar ao carro utilizado pelo candidato Fernando Haddad (PT). A campanha petista havia solicitado a abertura de uma apuração sobre o episódio por suspeita da prática dos crimes de abuso de poder e abuso de autoridade.
O órgão, porém, não descartou a hipótese de que o patrulhamento tenha sido irregular e disse que o fato de duas viaturas táticas terem cruzado com o carro do petista em um intervalo de 44 minutos e em um "raio geográfico estreito" não pode ser considerado "mera coincidência".
"Resta afastada qualquer dúvida quanto à eventual prática de ilícitos eleitorais pelo governador e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas, não subsistindo, portanto, atribuição desta Procuradoria para oficiar no presente expediente", escreveu o escreveu o procurador regional eleitoral Paulo Taubemblatt.
Como atua apenas no âmbito eleitoral, a Procuradoria enviou uma cópia da investigação para o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) tomar "providências que entender cabíveis" - isto é, continuar a apuração caso entenda que a polícia cometeu alguma irregularidade administrativa ou abuso.
"O caráter excepcional desse duplo engajamento tático, em tão curto espaço de tempo e com guarnições que não realizam radiopatrulha comum de 190, fragiliza sobremaneira a tese de regularidade e casualidade administrativa levantada pela corporação", afirmou o procurador.
O governo de São Paulo afirmou, em nota, que a Polícia Militar decidiu arquivar sua investigação sobre o caso após não encontrar indícios de transgressão disciplinar, crime militar ou crime comum que possam ser atribuídos aos policiais envolvidos.
Segundo o Executivo, foram examinadas 79 câmeras e 12 arquivos de vídeo provenientes de nove fontes distintas. O relatório conclui que as versões do motorista e de Haddad não encontram "correspondência integral" com a cronologia das imagens.
"O documento acrescenta que as alegações consideradas de maior gravidade, entre elas perseguição contínua, bloqueio do veículo, desembarque dirigido ao motorista e ordem para deixar o local, não foram corroboradas pelo conjunto objetivo reunido", afirmou o governo paulista. O Palácio dos Bandeirantes, porém, não comentou a manifestação da Procuradoria Eleitoral.
O caso teve início após o motorista de Haddad ter relatado uma atuação fora do padrão por parte de viaturas policiais ao deixar o candidato em casa, na região do Planalto Paulista, zona sul da capital, na noite do dia 11 de agosto.
Imagens mostram que uma viatura passa pelo carro segundos antes de Haddad descer do carro.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.