Governo desmente matéria enviesada e distorcida do Estadão sobre gastos de campanha
A recém-iniciada cobertura jornalística do processo eleitoral de 2026 foi palco de uma das manobras analíticas mais esdrúxulas e enviesadas da imprensa corporativa brasileira realizadas nos anos mais recentes.
Sob o chamativo título “Gastômetro de Lula mostra que presidente já gastou R$ 278,3 bilhões para tentar reeleição” , o jornal O Estado de S.
Paulo publicou uma matéria que cruza a fronteira entre a fiscalização legítima do Estado e a distorção metodológica deliberada.
Ao inventar um indicador contábil artificial, a publicação paulista contabilizou verbas destinadas à segurança pública, educação básica, contenção de inflação e proteção de empregos como se fossem despesas de propaganda de campanha do candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A premissa adotada pelo Estadão estabelece um precedente perigoso e conceitualmente absurdo: a tese de que o ato continuado de governar, cumprir preceitos constitucionais e proteger a população e as empresas nacionais em momentos de crise deve ser interpretado como manobra eleitoral ilegítima.
O malabarismo estatístico do periódico paulista misturou ações ordinárias e extraordinárias do Estado com recursos partidários de campanha, atribuindo ao presidente da República um suposto “gasto eleitoral desenfreado” no exato cumprimento de suas atribuições constitucionais.
R eação enérgica e indignada d o Planalto A resposta do Executivo veio em tom de forte repúdio e indignação.
Por meio da Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República, o Palácio do Planalto divulgou uma nota oficial dura, desmantelando item por item a construção metodológica do jornal paulista e classificando a iniciativa de “descabida e metodologicamente insustentável”.
Na nota enviada à imprensa e à sociedade, o governo apontou que o chamado “Gastômetro” do Estadão equipara levianamente políticas públicas estruturantes e emergenciais a propaganda partidária.
A Secom enfatizou que é inaceitável criminalizar a execução regular de investimentos públicos destinados a manter jovens estudando, combater o crime organizado e suavizar choques econômicos internacionais.
Confira a íntegra da nota oficial da Secom: O Governo Federal considera descabida e metodologically insustentável a tentativa de apresentar como “gastos para tentar a reeleição” políticas públicas de naturezas, objetivos e fontes de financiamento completamente distintos.
O chamado “Gastômetro” transforma em supostas despesas eleitorais ações destinadas a manter jovens na escola, combater o crime organizado, proteger empregos e empresas, conter pressões sobre preços e enfrentar calamidades em um ano de El Niño forte.
É insustentável, por exemplo, tratar o Pé-de-Meia, criado em 2024 para combater a evasão escolar, como gasto eleitoral.
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