Quase metade dos idosos brasileiros precisa de prótese dentária; veja como a saúde bucal impacta o envelhecimento
Perda de dentes pode afetar alimentação, autoestima, comunicação e autonomia, e cuidados preventivos ajudam a preservar a qualidade de vida na terceira idade
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Envelhecer não significa necessariamente perder os dentes. Ainda assim, a perda dentária continua sendo uma realidade para uma parcela significativa dos brasileiros mais velhos e pode trazer consequências que vão muito além da aparência.
Problemas de saúde bucal podem dificultar a mastigação, alterar a alimentação, prejudicar a fala e até fazer com que a pessoa deixe de sorrir ou participar de situações sociais. Por isso, manter os cuidados com a boca ao longo da vida também é uma forma de preservar autonomia e bem-estar.
Dados da Pesquisa Nacional de Saúde Bucal SB Brasil, do Ministério da Saúde, ajudam a dimensionar o cenário. Entre brasileiros de 65 a 74 anos avaliados pelo levantamento, 49,58% disseram precisar de próteses dentárias para substituir dentes perdidos. Além disso, 55,37% consideraram necessitar de tratamento odontológico.
Apesar dos avanços registrados nas últimas décadas, a perda dentária permanece expressiva entre a população idosa. Segundo o SB Brasil, a proporção de pessoas de 65 a 74 anos que haviam perdido todos os dentes caiu de 53,7%, em 2010, para 36,3%, em 2023.
O número representa uma melhora importante, mas também mostra que mais de um terço dos idosos avaliados ainda apresentava perda total dos dentes. Para Marcelo Rodrigues, dentista da Oral Sin Implantes, os números reforçam a importância de não encarar a perda dentária como uma consequência natural do envelhecimento.
“Os números ajudam a mostrar que envelhecer não precisa significar conviver com limitações relacionadas à saúde bucal. O diagnóstico precoce e a manutenção de hábitos preventivos podem evitar que problemas inicialmente controláveis evoluam para situações mais complexas”, destaca.
Quando faltam dentes ou a mastigação fica comprometida, alguns alimentos podem se tornar mais difíceis de consumir. É comum, nesses casos, que alimentos mais consistentes ou fibrosos sejam substituídos por opções mais macias.
Essa mudança pode interferir na qualidade da alimentação, especialmente quando se mantém por longos períodos. “Quando a pessoa perde dentes, ela também perde eficiência para mastigar. Como consequência, muitas vezes passa a evitar alimentos mais fibrosos ou consistentes. E aí ela substitui por opções mais macias que nem sempre são mais nutritivas. Ao longo do tempo, isso pode afetar o estado nutricional e a saúde geral”, afirma Marcelo Rodrigues.
A boca também participa de funções essenciais, como a fala e o início do processo de digestão. Por isso, alterações na saúde bucal podem repercutir em diferentes aspectos da rotina. “A boca é a porta de entrada do organismo. Ela participa de funções essenciais, como mastigar, falar e iniciar o processo de digestão dos alimentos. Então, a saúde da boca está diretamente ligada à saúde do restante do corpo”, explica.
O impacto da perda dentária não é apenas físico. A aparência dos dentes também pode influenciar a autoestima e a maneira como a pessoa se relaciona.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.