Flávia Alessandra se compara a Fábia em “Quem Ama Cuida”: “Meu oposto”
Se na ficção a extravagante Fábia, de “Quem Ama Cuida” , desfruta do luxo, das compras desenfreadas e de uma vida sem grandes obrigações corporativas, nos bastidores a realidade de sua intérprete, Flávia Alessandra, 52, é o exato oposto.
Conhecida pela entrega em cena, a atriz viveu uma verdadeira maratona para dar vida à personagem na trama de Walcyr Carrasco e Claudia Souto .
Com apenas uma semana de intervalo entre o término das gravações da vilã Sandra, em “Êta Mundo Melhor!” , e o início do folhetim do horário nobre, ela enfrentou uma rotina intensa de provas de figurino, mudança radical no cabelo e a criação do famoso “laboratório”.
Leia Mais Esposa troféu? Flávia Alessandra analisa Fábia em "Quem Ama Cuida" "Gag de la gag": as inspirações de Flávia Alessandra em "Quem Ama Cuida" Flávia Alessandra faz 52 anos e celebra com elenco de "Quem Ama Cuida" A distância entre a postura da artista e os valores representados no papel é gigantesca, fato que Flávia encara com humor e leveza, como conta em entrevista à CNN Brasil .
“A Fábia é o completo oposto da minha vida e da minha realidade.
Eu sou uma pessoa que trabalha para caramba, sem parar, que preza muito pela minha autonomia financeira, pelas minhas decisões e pela minha realização pessoal, porque amo o que faço”, compara.
“Se a Fábia pudesse me dar um conselho de amiga, tenho certeza de que ela olharia para mim e diria: ‘Mona, para um pouco! Vai curtir a vida, vai pegar uma praia, vai viajar! Eu não nasci para trabalhar, nasci para ser herdeira, meu amor!'”, brinca.
Essa busca de Fábia pelo conforto e sofisticação também afeta diretamente o dinamismo do estúdio.
Para tornar o cotidiano o mais verossímil e divertido possível, a atriz levou trejeitos e hábitos específicos para a cena, contando com a cumplicidade da equipe de direção e arte.
Um dos destaques fica por conta da mania paulistana de rebatizar todos ao redor com apelidos carinhosos no diminutivo.
“Eu me tornei uma ‘Fábia paulista’ total, passei a chamar todo mundo pelo diminutivo! Foi assim que a gente construiu a família do núcleo: virou Lipe, Cá, Uli e até o ‘vida’.
Quando a Carmita entrou em cena, como eu já tinha a Cá, passei a chamá-la de Tatá”, recorda.
A caracterização física e os adereços de cena também viraram uma atração à parte no set.
A atriz montou um verdadeiro ambiente de objetos pessoais e manias que traduzem a personalidade frenética da personagem.
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