Como funciona a nova marca d'água invisível do Claude para textos e arquivos feitos com IA
Claude: Anthropic cria marca d'água para textos produzidos com IA (Imagem gerada por IA/Exame)
A mudança atende ao Código de Prática sobre Transparência de Conteúdo Gerado por IA do Artigo 50(2) da Lei de IA da União Europeia , que a Anthropic assinou como fornecedora de modelos e de sistemas de inteligência artificial.
Segundo a Anthropic, modelos do Claude lançados a partir de 2 de agosto tecem uma marca d'água imperceptível diretamente no texto gerado.
A empresa afirma que o sinal não altera o significado, a qualidade ou a legibilidade da resposta.
Por fazer parte do próprio texto, ele viaja com o conteúdo quando copiado e colado em outro lugar, e pode sobreviver a algumas edições. A marcação ocorre no nível do modelo — ou seja, aparece independentemente do texto ter sido gerado pelo chatbot, pela API ou por ferramentas como o Claude Code.
Isso significa que, por exemplo, em um texto, para cada palavra escolhida, o modelo tem outras opções que fariam sentido na frase — e passa a preferir, de forma sutil, um grupo específico dessas opções.
A Anthropic não detalhou publicamente o algoritmo por trás disso. Mas a técnica acadêmica mais usada para esse tipo de marcação em texto, batizada de "lista verde e lista vermelha", segue essa lógica: uma chave secreta divide o vocabulário do modelo em dois grupos antes de cada palavra gerada, e o Claude passa a favorecer, discretamente, as palavras do grupo "verde".
O efeito é estatístico, não visual. Um texto gerado por IA acaba tendo mais palavras do grupo "verde" do que teria um texto escrito por uma pessoa, que não segue essa divisão.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em exame.com — o conteúdo pertence a Exame.