Empresário que ajudaria Lulinha fechou contratos de R$ 63 milhões sob Lula
Numa das mensagens recuperadas pela Polícia Federal (PF) em seu celular, a lobista Roberta Luchsinger diz que terá de deixar de pagar passagens aéreas para Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
Diante do revés, narra ela, o filho do presidente teria dito: “Vou ficar pedindo pro Cleber (Ribas) e para o Checon”.
Assim como Cleber Ribas, o segundo nome citado também é de um empresário que expandiu os negócios com o governo federal no mandato de Lula: Marcelo Checon.
Desde que Lula (PT) voltou ao Planalto, a empresa dele, a MChecon Design e Cenografia, ganhou R$ 63,4 milhões em contratos com o governo federal.
Até agora, esses contratos com o Executivo durante o governo Lula já renderam à MChecon R$ 84,2 milhões em pagamentos.
Entre outros trabalhos, a empresa produziu a Casa Brasil em Belém (PA), durante a COP30, no fim do ano passado, e a Casa Brasil em Paris, durante os Jogos Olímpicos de 2024.
Antes da volta do petista ao Planalto, o único contrato da MChecon com o governo federal era de R$ 197 mil, firmado em maio de 2022 com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).
Depois da posse de Lula em janeiro de 2023, a MChecon fechou outros 13 contratos com o Executivo Federal , que somam R$ 63.406.954,74.
A empresa existe desde 2012, segundo dados da Receita Federal.
Os principais contratos da companhia são com os ministérios do Desenvolvimento Agrário (MDA), do Turismo (MTur), da Cultura (MinC) e do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS).
Em todos os casos, o valor básico é o mesmo: R$ 8,74 milhões.
A empresa também fechou contratos menores com o Ministério da Educação (MEC), a Fundação Nacional de Artes (Funarte) e a Presidência da República.
Todos esses contratos são para serviços de produção de eventos, cenografia e montagem de palcos.
A conversa de Roberta Luchsinger obtida pela PF é de 25 de agosto do ano passado, com o empresário Cleber Ribas.
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