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Detento que fugiu de UPA é recapturado às margens da BR-101 na Grande Natal

Por Redação 5News · · com informações de G1
Detento que fugiu de UPA é recapturado às margens da BR-101 na Grande Natal

Homem recapturado após fuga de unidade de saúde em São José de Mipibu

Recaptura ocorre quatro dias após abandono de UPA

Um indivíduo que estava sob custódia do Estado foi encontrado e preso novamente na manhã de segunda-feira, apenas quatro dias após ter conseguido se evadir de um estabelecimento de saúde onde recebia atendimento. Matheus Phelipe Constantino da Silva, com 27 anos de idade, foi localizado em uma área coberta por vegetação nativa às margens da rodovia federal que conecta diversas cidades da região metropolitana de Natal. A ação contou com o auxílio de informações fornecidas por moradores locais, que desconfiaram da presença de um indivíduo com características semelhantes às do procurado.

O responsável direto pela abordagem foi um integrante da corporação militar estadual que se encontrava fora de seu turno de trabalho. Conforme relatado, o policial estava atendendo a acionamentos de pessoas que haviam avistado um homem transitando pela área de mata próxima à rodovia. Ao se deslocar para investigar, o agente conseguiu identificar e abordar o foragido no exato momento em que este saía da vegetação. Durante o procedimento, constatou-se que o capturado ainda portava a vestimenta padrão utilizada pelos internos do sistema de encarceramento, confirmando sua identidade e o tempo decorrido desde o episódio de fuga.

Circunstâncias da evasão ainda sob investigação

O detento havia ingressado na Unidade de Pronto Atendimento quatro dias antes de sua fuga, acompanhado por profissionais da polícia penal responsáveis por sua escolta. Seu ingresso na instituição de saúde ocorreu porque apresentava sintomas clínicos sugestivos de um surto de natureza psicótica, condição que requisitava avaliação e monitoramento médico especializado. Durante os dias em que permaneceu internado, mantinha a companhia obrigatória de servidores penitenciários designados para garantir sua permanência no local.

A evasão ocorreu no final do período vespertino de uma quinta-feira, quando o paciente aproveitou uma oportunidade para abandonar a unidade através de uma abertura na estrutura do prédio. Especificamente, o indivíduo utilizou uma janela como via de escape, conseguindo sair das dependências da instituição sem ser impedido. Informações oficiais indicam que, no momento de sua fuga, o detento não se encontrava acorrentado ou algemado, o que facilitou sua mobilidade e possibilidade de escape.

As causas que permitiram essa evasão, bem como as responsabilidades envolvidas no incidente, encontram-se sob investigação pelas autoridades competentes. A administração do sistema de segurança estatal tem como incumbência esclarecer como um paciente sob escolta conseguiu sair da instituição de forma não autorizada, especialmente considerando que se trata de alguém com suspeita de transtorno mental agudo.

Custodia permanente em complexo de segurança de máxima segurança

O indivíduo recapturado estava formalmente custodiado em um estabelecimento prisional de grande porte localizado no interior do estado. Especificamente, sua prisão se realizava na Penitenciária Estadual Rogério Coutinho Madruga, que funciona como parte de um complexo penitenciário de múltiplas unidades situado no município de Nísia Floresta. Esse estabelecimento é responsável pela detenção de presos cuja custódia demanda maior nível de segurança e controle.

Após sua recaptura, os procedimentos padrão foram acionados para encaminhá-lo de volta ao estabelecimento de origem. As autoridades penitenciárias confirmaram que o capturado seria reintegrado à sua cela original, onde continuará respondendo pelos delitos pelos quais foi condenado. Seu retorno ao presídio marca o encerramento desta situação emergencial, ainda que as investigações sobre como e por que conseguiu escapar permaneçam em andamento.

Série de fugas recentes coloca pressão sobre segurança do sistema

A fuga de Matheus Phelipe não constitui um incidente isolado no sistema penitenciário estadual. Cerca de dois meses antes dessa evasão, o mesmo estabelecimento penitenciário enfrentou um episódio significativamente maior de segurança, quando onze detentos conseguiram abandonar a unidade quase simultaneamente. Esse evento anterior revelou falhas estruturais graves na infraestrutura da prisão, acarretando questionamentos sobre a adequação das condições de segurança do local.

No episódio anterior, os prisioneiros utilizaram uma estratégia coordenada para criar uma via de escape. Inicialmente, removeram uma peça essencial de encanamento de suas celas, especificamente o sanitário, o que criou um espaço vazio. A partir dessa abertura, os indivíduos escavaram um túnel improvisado que atravessava a estrutura da cela até alcançar o lado de fora da muralha externa. Uma vez que atingiram a área exterior do presídio, saltaram a barreira física que circunda o complexo, obtendo assim sua liberdade.

Das onze pessoas que fugiram naquela ocasião, aproximadamente metade foi recapturada pelas autoridades durante as semanas subsequentes. Contudo, os demais permaneceram foragidos e incorporados às estatísticas de criminosos procurados pelas corporações de segurança do estado. A secretaria responsável pela administração do sistema penitenciário iniciou procedimentos administrativos e investigativos para apurar responsabilidades e identificar as falhas que possibilitaram o episódio.

Desafios estruturais e de gestão no sistema

Os episódios sucessivos de fuga na mesma unidade prisional indicam problemas mais profundos do que questões pontuais de vigilância. A infraestrutura da penitenciária demonstra apresentar vulnerabilidades que permitem que detentos criem rotas de escape através de modificações nas estruturas das celas e do perímetro externo. Além disso, a capacidade de supervisão de pacientes sob custódia penal quando internados em unidades de saúde também se mostrou inadequada no caso de Matheus Phelipe.

O sistema penitenciário enfrenta o desafio simultâneo de fornecer segurança adequada enquanto mantém presos em instituições de saúde para receber tratamento médico. Quando um indivíduo apresenta sintomas de transtorno psicótico, sua permanência exclusiva em celas tradicionais pode se mostrar inviável ou prejudicial, levando à necessidade de internação hospitalar. No entanto, a transferência para essas unidades cria pontos de vulnerabilidade, como ficou demonstrado.

O que acompanhar

Diversos desdobramentos podem emergir desses eventos. Primeiramente, as investigações sobre a fuga da UPA deverão esclarecer especificamente quem era responsável pela vigilância de Matheus Phelipe e como falhas surgiram em tal processo. A Secretaria de Administração Penitenciária pode determinar que modificações estruturais são necessárias na Penitenciária Rogério Coutinho Madruga para prevenir futuros episódios similares ao ocorrido em julho.

Em segundo lugar, será relevante acompanhar o status dos seis detentos que continuam foragidos desde o incidente de julho, observando se serão recapturados ou se permanecerão fugindo. A recaptura de Matheus Phelipe oferece esperança de que também os outros possam ser localizados, mas deverão ser consideradas as dificuldades inerentes a operações de captura de fugitivos.

Finalmente, as ações que serão implementadas para melhorar a segurança do complexo penitenciário em Nísia Floresta constituem ponto crucial a ser observado, uma vez que a sucessão de evasões prejudica a confiança na capacidade estatal de manter custodia segura sobre condenados que estão sob sua responsabilidade.

Principais pontos:

• Matheus Phelipe Constantino da Silva foi recapturado quatro dias após fugir da UPA, onde estava internado apresentando possível surto psicótico

• O detento estava custodiado na Penitenciária Estadual Rogério Coutinho Madruga em Nísia Floresta e foi localizado em área de mata às margens da BR-101 por policial militar

• Este é o segundo episódio relevante de fuga na mesma penitenciária em dois meses, após onze detentos escaparem em julho do mesmo estabelecimento

• As investigações buscam identificar responsáveis pelas falhas de segurança que permitiram ambos os episódios de evasão

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Matéria produzida pela Redação 5News com apoio de inteligência artificial a partir da apuração de G1 — os fatos do episódio vêm da matéria original; o contexto usa informação pública consolidada. Veja nossa política editorial. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.

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