Em noite de Rolando Lero, Caiado atropela jornalistas do JN e minimiza plano de assassinato de Lula, Alckmin e Moraes
Ronaldo Caiado teve 40 minutos para explicar ao eleitor brasileiro o que pretende fazer caso seja eleito presidente.
Conseguiu falar de quase tudo.
E não respondeu absolutamente nada.
Na entrevista desta terça-feira (25) à Globo, conduzida por Renata Vasconcellos e César Tralli, o candidato do PSD exibiu aquilo que talvez seja sua principal especialidade eleitoral: falar muito, de forma autoritária, e sem responder ao que foi perguntado.
É o velho personagem do “Rolando Lero”.
Uma resposta comprida, uma comparação inesperada, uma volta pela história, uma crítica a Lula, outra ao STF e, quando se percebe, a pergunta original ficou pelo caminho.
O caso mais emblemático é sua posição sobre a anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de Janeiro.
Caiado voltou a prometer uma anistia “ampla e geral” e disse que sua intenção seria “pacificar o Brasil”.
Ele justifica a medida comparando os golpistas com a “corrupção no governo Lula”.
Segundo Caiado, o Supremo teria “anistiado” Lula quando anulou as condenações do presidente.
Nas palavras do candidato: “De repente o Supremo diz que o foro não foi correto.
De repente ele foi anistiado.” Não foi.
Lula não recebeu anistia.
O STF anulou as condenações porque reconheceu a incompetência da 13ª Vara Federal de Curitiba para julgar os processos e, posteriormente, houve também o reconhecimento da parcialidade do então juiz Sergio Moro no caso do tríplex.
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