Univaja se retrata após polêmica sobre transporte de eleitores indígenas no AM; TRE-AM cobra planejamento para próximos pleitos
Terra Indígena Vale do Javari.
Divulgação/Univaja A União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja) pediu desculpas à juíza eleitoral de Atalaia do Norte, no interior do Amazonas, e afirmou que não autorizou um documento enviado anteriormente pela assessoria jurídica da entidade em meio à polêmica sobre o transporte de eleitores indígenas para o segundo turno das eleições de 2026.
A retratação foi formalizada em ofício nesta quarta-feira (21), mesmo dia em que uma reunião com representantes da Justiça Eleitoral, da prefeitura e de organizações indígenas registrou que o combustível necessário para o deslocamento dos eleitores havia sido garantido.
O caso ocorreu após a Univaja inicialmente afirmar que o Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) negou um pedido de apoio logístico para mais de 40 aldeias indígenas votarem no 2º turno das eleições 2026.
O TRE-AM alegou que o pedido foi feito fora do prazo. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp No documento, o coordenador executivo da Univaja, Jaime da Silva Mayuruna, afirmou que a direção da organização desconhecia o conteúdo e não havia autorizado o envio do ofício anterior.
Ele classificou a conduta como um ato isolado, contrário aos procedimentos internos da entidade, e informou que determinou a abertura de um procedimento administrativo para apurar a responsabilidade do procurador jurídico envolvido.
A manifestação foi dirigida à juíza Dálethe Borges Messias, da 42ª Zona Eleitoral do Amazonas.
A Univaja também declarou que não faz parte de sua postura institucional fazer críticas ou acusações contra a magistratura e reafirmou sua confiança na Justiça Eleitoral.
Amazonas registra aumento de 96% no número de eleitores indígenas em 2026 Transporte de eleitores foi tema de reunião Também nesta quarta-feira, representantes da Justiça Eleitoral, do Ministério Público Eleitoral, da Prefeitura de Atalaia do Norte, da Univaja, de organizações indígenas e da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) se reuniram na Câmara Municipal para discutir o transporte dos eleitores.
Durante o encontro, Jaime da Silva Mayuruna afirmou que a Univaja desconhecia o pedido formulado por sua assessoria jurídica.
Segundo ele, após uma reunião no cartório eleitoral, diferentes entidades se mobilizaram para conseguir o combustível necessário ao deslocamento dos indígenas.
O representante declarou que todas as aldeias, em todas as calhas de rio, foram atendidas e que a questão do combustível e do apoio logístico estava resolvida.
O prefeito de Atalaia do Norte, Denis Paiva, também havia afirmado ao g1, nesta quarta-feira, que o município pretendia manter o apoio ao transporte de combustível utilizado pelas comunidades para chegar aos locais de votação.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Amazonas.