Anatel manda operadoras bloquearem chamadas com número adulterado usadas em golpes e exige rastreamento
A Agência Nacional de Telecomunicações ( Anatel ) determinou o bloqueio e o rastreamento de chamadas com identificação de origem adulterada , prática conhecida como spoofing .
As medidas cautelares foram emitidas em 16 de setembro de 2026 e têm como alvo empresas responsáveis pela originação ou pelo transporte de grandes volumes de ligações com indícios da prática.
Ao todo, a Superintendência de Controle de Obrigações (SCO) da Anatel publicou seis medidas cautelares .
As decisões têm dois objetivos: interromper o encaminhamento do tráfego associado ao spoofing e reconstruir a cadeia de encaminhamento das chamadas para identificar o responsável por sua origem.
Medidas incluem bloqueios e rastreamento Segundo os despachos, parte das determinações estabelece bloqueios com prazo de até cinco dias, contados a partir da ciência de cada decisão.
Outras exigem que as empresas apresentem relatórios de rastreamento em até 30 dias .
Caso o rastreamento não consiga identificar quem iniciou o tráfego, as empresas deverão justificar a impossibilidade e informar quais diligências e solicitações foram feitas a terceiros.
A identificação de responsáveis ou de agentes que não cooperem poderá embasar novas medidas cautelares.
Entre as determinações, a TIM deverá suspender por um mês a capacidade de originação de chamadas da ELO Contact Center Serviços em sua rede.
Relatórios de fiscalização apontaram 5.287, 672.379 e 1.080.513 chamadas caracterizadas como spoofing associadas à atuação da empresa.
Outra ordem envolve a Voros Telecomunicações, com determinações dirigidas a Algar, Datora e Foco.
A fiscalização registrou 164.082 chamadas com spoofing em um relatório e outras 2.436.445 em período posterior.
A liberação do bloqueio depende da comprovação de outorga compatível e da adoção de ações corretivas, incluindo a autenticação de todas as chamadas originadas na rede da Voros.
Anatel quer identificar origem das chamadas As demais medidas determinam o rastreamento “chamada a chamada” para descobrir quem iniciou as ligações e quais empresas participaram do transporte do tráfego.
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