Ex-integrante do MBL diz em áudio que quer Renan Santos morto
Áudios atribuídos à ex-integrante do Movimento Brasil Livre (MBL) Glenda Varotto trazem declarações em que ela diz querer a morte de Renan Santos, candidato à Presidência pelo partido Missão. O material teria sido reunido ao longo de meses por um amigo e ex-professor de inglês dela.
Em uma das gravações, Glenda afirma que ficaria satisfeita com a morte de Renan. "Eu quero ver o cara morto", diz a influenciadora, conhecida nas redes como Espectro Cinza. Em outro áudio, ela afirma: "Por mim, desde que ele esteja morto, eu tô feliz". O caso foi revelado pelo portal Metrópoles.
Nas conversas, ela teria cogitado formas de prejudicar a imagem do candidato. "Dá pra dizer que eu já vi ele falando que Hitler foi um homem incompreendido, que estava tentando revitalizar o espírito da Alemanha", afirma Glenda em uma das gravações. Renan participou de um evento com a comunidade judaica em agosto. "Se fosse você, o que é que tu diria lá naquele evento judeu?", questiona a influenciadora.
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Renan apresentou uma notícia-crime contra Glenda à Polícia Federal em 27 de agosto , segundo a reportagem do Metrópoles . A defesa pediu perícia no material e depoimentos dos envolvidos, e o caso tramita sob sigilo. Ele declarou que tomou conhecimento de uma "rede criminosa" que atuaria para atribuir crimes a integrantes do MBL e da Missão. O UOL procurou a campanha de Renan para que ele comente o caso.
Ao Metrópoles, Glenda negou que tenha tido intenção real de matar Renan. Ela afirma que os áudios foram "desabafos" feitos a um amigo durante o desgaste provocado pelo rompimento com o MBL.
A influenciadora diz que deixou o grupo em abril após reunião em que teria sido pressionada a assinar documentos. Ela afirma que, depois de sair do movimento, passou a sofrer ataques públicos de dirigentes e apoiadores do grupo. "Se eu realmente tivesse um plano de atentar contra a vida de alguém, a última coisa que faria sentido fazer é sair falando isso por aí para me comprometer", disse.
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