Pesquisadores da UFCG apresentam trabalho em congresso da ONU: 'A Caatinga e o Semiárido têm experiência científica relevante'
Pesquisadores da UFCG apresentam trabalho em congresso da ONU na Mongólia Divulgação/OCA UFCG Pesquisadores do Observatório da Caatinga e Desertificação (OCA), da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), apresentaram um trabalho sobre desertificação na 17ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (COP17).
O evento, que aconteceu na Mongólia, reuniu governos e instituições científicas para debater estratégias de combate às mudanças climáticas. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp Com 14 anos de atuação, o OCA desenvolve um trabalho científico sobre desertificação e degradação das terras no Semiárido.
De acordo com o coordenador do projeto, o professor doutor John Cunha, o objetivo principal da iniciativa é fazer com que "o conhecimento chegue a quem decide e a quem vive o problema".
"[Trabalhamos com] gestores públicos, prefeituras, órgãos estaduais e federais, mas também junto a organizações sociais que atuam no território, como a Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) e o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA).
A convivência com o Semiárido não se constrói só com dado, se constrói com quem está na terra", explica o professor.
A pesquisa é desenvolvida com trabalho de campo, sensoriamento remoto e modelagem hidrológica.
O resultado foi apresentado a partir da transformação dos dados em plataformas públicas, como o SEDES, a Plataforma Carbono Caatinga e o Data Nordeste.
Vídeos em alta no g1 Reconhecimento internacional Como fruto do trabalho, os pesquisadores receberam reconhecimento.
Atuando em parceria com instituições como o próprio Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, o OCA foi convidado a compor o Pavilhão Brasil, o espaço oficial do país, na COP17, que aconteceu neste mês de agosto na Mongólia.
Os pesquisadores da UFCG apresentaram o estudo "Onde o sertão respira: dados a serviço de uma terra viva", organizada pela UFCG em parceria com o INSA e a Universidade de Bristol, do Reino Unido.
Para eles, o momento não representou apenas um reconhecimento pontual, mas a relevância da pesquisa paraibana para o mundo.
"Para um grupo de pesquisa do interior da Paraíba, apresentar seu trabalho no espaço oficial do Brasil numa COP é o reconhecimento de que a ciência feita aqui tem relevância internacional.
A Paraíba está no centro de um dos problemas ambientais mais graves do planeta: quase todo o território do estado está no Semiárido.
Isso significa que a pesquisa feita aqui não estuda o problema de longe, ela vive o problema", reiterou o professor.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Paraíba.