Após pedir liberação de R$ 508 milhões, GDF diz que transporte custará R$ 2,2 bilhões
O Governo do Distrito Federal ( GDF ) calcula custo de R$ 2,2 bilhões , em 2026, para um transporte público que ainda acumula reclamações da população.
No dia 7 de agosto, o GDF encaminhou à Câmara Legislativa (CLDF) um projeto de lei que pede liberação de R$ 508,5 milhões para pagar as empresas de ônibus .
O dinheiro que o governo repassa às empresas de ônibus é chamado de “tarifa técnica” – a justificativa é de que as passagens de ônibus pagas pelos usuários não são suficientes para manter o sistema de transporte público.
Leia também Distrito Federal GDF pede R$ 508 milhões à CLDF para transporte público da capital Em 2024, o GDF pagou R$ 1,8 bilhão às cinco empresas de ônibus que operam na capital do país.
No ano seguinte, repassou R$ 1,7 bilhão, de acordo com dados do Portal da Transparência.
Em 2026, até o momento, o pagamento alcança o valor de R$ 960,5 milhões.
A Secretaria de Economia informou que o orçamento de 2026 previu R$ 1,1 bilhão para o setor, mas o custo será de R$ 2,2 bilhões.
Por isso, segundo a pasta, é preciso fazer a suplementação solicitada à CLDF.
O projeto de lei, porém, sofre resistência de deputados distritais.
Na proposta, o GDF prevê que os R$ 508,5 milhões virão da monetização (securitização) da dívida que pessoas e empresas têm com os cofres públicos.
Inicialmente, a ideia do governo era usar esse recurso para capitalizar o Banco de Brasília ( BRB ), em crise após comprar carteiras de crédito podres do Banco Master.
“No caso do transporte público, parte desses recursos será destinada ao reforço orçamentário necessário para assegurar o equilíbrio financeiro do sistema.
Em média, aproximadamente 25% da composição da tarifa técnica está relacionada a investimentos no sistema, incluindo renovação da frota, infraestrutura de abastecimento, manutenção e modernização de abrigos e outras intervenções”, disse a Secretaria de Economia.
O presidente da Comissão de Mobilidade e Transporte da Câmara Legislativa (CLDF), deputado distrital Max Maciel (PSol), porém, aponta um erro no projeto do GDF em relação à fonte dos recursos.
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