Hamas denuncia ataque israelense contra campo de refugiados: ‘novo crime de guerra’
A administração de Gaza, realizada pelo Hamas , denunciou nesta quarta-feira (19/08) uma nova série de ataques israelenses contra o campo de refugiados de Nuseirat, um dos locais com maior aglomeração de pessoas no centro do território palestino.
Segundo o comunicado, ao menos dez civis palestinos foram mortos pelos bombardeios, e outros 15 ficaram feridos. A nota incluiu um informe médico do Hospital al-Shifa, que atendeu as pessoas atingidas.
Entre as vítimas do ataque estavam um chefe de polícia recém-nomeado pela administração de Gaza, e também a diretora de uma força policial feminina.
O Hamas condenou o novo ataque, classificando-o como “um novo crime de guerra” cometido pelas forças militares de Israel contra o território palestino.
Um reporte do correspondente Hani Mahmoud, do canal catari Al Jazeera , detalhou que os ataques israelenses “ocorreram em um horário de grande movimento, perto de um parque, onde havia grande quantidade de civis, incluindo crianças”.
Por sua parte, o exército israelense alegou que os ataques tiveram como alvo um suposto “esconderijo de comandantes do Hamas” em Nuseirat, mas não apresentou provas de tal afirmação.
Nesta mesma terça, o Hamas acusou o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, de estar minando propositalmente os esforços internacionais para avançar com o plano de paz para a Faixa de Gaza.
A posição foi emitida após outro ataque realizado no início do dia, contra uma área portuária ao oeste da Cidade de Gaza, na qual morreram sete pessoas, incluindo uma criança.
Ambulância tenta resgatar vítimas de novo ataque israelense em Gaza X / @ArabWeekly
“O momento desse crime, que ocorre após as recentes reuniões no Cairo e os esforços investidos pelos mediadores, confirma além de qualquer dúvida que Netanyahu está agindo deliberadamente para frustrar os esforços de negociação e minar os esforços regionais e internacionais para avançar na implementação do plano do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump”, acusa o Hamas.
No recente comunicado, o grupo palestino também voltou a pedir à administração dos Estados Unidos, aos mediadores e aos fiadores “que pressionem o governo israelense a honrar o acordo, interromper seus crimes e impedir Netanyahu de obstruir o acordo de Sharm el-Sheikh”.
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