Cobertor curto: crédito de Lula seca fundos em dois meses
O cobertor do crédito do governo Lula ficou curto.
Recursos de fundos públicos que deveriam dar sustentação por até 14 meses a programas de financiamento passaram a ter fôlego de apenas dois meses, obrigando o Planalto a preparar uma nova injeção de até R$ 2,75 bilhões para evitar que a capacidade de conceder garantias se esgote.
A necessidade está registrada na exposição de motivos da MP 1.382, editada neste mês.
O caso mais evidente é o Fundo Garantidor de Operações (FGO), que sustenta programas como Pronampe e Procred 360.
Depois das mudanças promovidas pelo governo em maio, a contratação diária do Pronampe saltou de R$ 166,7 milhões para R$ 413,1 milhões.
No Procred, passou de R$ 15 milhões para R$ 28,6 milhões.
O resultado foi uma corrida sobre o fundo: recursos que tinham previsão de durar entre 12 e 14 meses agora devem resistir por cerca de dois.
O governo quer colocar mais R$ 750 milhões no FGO.
No Fundo Garantidor para Investimentos (FGI), outro fundo usado para garantir empréstimos, o aperto também apareceu rapidamente.
Em abril, o governo destinou R$ 2 bilhões ao mecanismo, com capacidade estimada para alavancar R$ 22 bilhões em crédito.
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