Sintomas semelhantes à malária atrasou alerta de ebola na RDC, diz premiê
A premiê da República Democrática do Congo, Judith Suminwa, afirmou que os primeiros casos de ebola no país demoraram a ser identificados porque os sintomas lembravam malária, durante evento do Semafor, em Nova York, nos Estados Unidos.
Judith disse que a cepa bundibugyo do vírus pode ser confundida com doenças menos graves. Por meio de intérprete, ela afirmou que os sintomas "podem ser interpretados como apenas uma doença benigna".
A RD Congo havia registrado mais de 7.000 casos confirmados e 3.600 mortes até o último domingo. Em agosto, o surto se tornou o de crescimento mais rápido já registrado.
O governo congolês destinou US$ 50 milhões (cerca de R$ 255 milhões, conforme cotação atual) à resposta ao ebola, incluindo US$ 3 milhões (R$ 15,3 milhões) para pesquisa. Parceiros internacionais mobilizaram centenas de milhões de dólares, afirmou Judith.
A premiê disse que o sistema de saúde do país precisa de mais recursos. "Ele pode ser fortalecido para que não tenhamos de enfrentar esses surtos novamente", declarou.
A República Democrática do Congo declarou oficialmente o surto de ebola causado pela variante bundibugyo em 15 de maio. No entanto, especialistas acreditam que as primeiras infecções provavelmente ocorreram muito antes desta data .
Judith rejeitou a ideia de que a relação entre a RD Congo e os EUA se limita aos minerais. Ela definiu a parceria como ampla e voltada para infraestrutura, energia e processamento local de minérios.
Os EUA acompanham o projeto hidrelétrico Inga, no rio Congo. Uma reunião sobre a iniciativa, com participação de americanos, está prevista para outubro, em Paris, na França.
O Banco Mundial se comprometeu a apoiar financeiramente o Programa de Desenvolvimento Inga 3. O projeto faz parte dos planos de geração de energia na RDC.
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