sexta-feira, 9 de outubro de 2026 📬 Resumo no TelegramPortaisSobre🌓
🇧🇷 BR ▾
ÚLTIMAS
› Astronautas da missão Crew-12 retornam à Terra após oito meses na ISS› Anthropic lança painel de controle e ferramentas de animação para Claude› Hackers ligados à China davam acesso a e-mails roubados, segundo FBI› O que tá rolando hoje: Luto na ciência e um ChatGPT que cria mapas› Processo contra McDonald's nos EUA por precificação baseada em IA levanta novas questões› USA Today processa OpenAI por violação de direitos autorais› EUA suspendem Microsoft de programa para residência de estrangeiros› American Airlines amplia implantação de WiFi da Starlink para toda frota› Trump diz que tratará como 'inimigo' quem não disser 'superinteligência' em vez de IA› Google Cloud lança agente de IA para escritórios› Astronautas da missão Crew-12 retornam à Terra após oito meses na ISS› Anthropic lança painel de controle e ferramentas de animação para Claude› Hackers ligados à China davam acesso a e-mails roubados, segundo FBI› O que tá rolando hoje: Luto na ciência e um ChatGPT que cria mapas› Processo contra McDonald's nos EUA por precificação baseada em IA levanta novas questões› USA Today processa OpenAI por violação de direitos autorais› EUA suspendem Microsoft de programa para residência de estrangeiros› American Airlines amplia implantação de WiFi da Starlink para toda frota› Trump diz que tratará como 'inimigo' quem não disser 'superinteligência' em vez de IA› Google Cloud lança agente de IA para escritórios
Política

O peixe que vive em cavernas completamente escuras perdeu os olhos ao longo da evolução e passou a perceber o ambiente de outra maneira

O Antagonista ·
O peixe que vive em cavernas completamente escuras perdeu os olhos ao longo da evolução e passou a perceber o ambiente de outra maneira

Espécie encontrada no México apresenta populações cegas que utilizam receptores sensíveis às vibrações para localizar alimento na escuridão

Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Nas cavernas subterrâneas do México, onde a luz solar não alcança a água, populações de um pequeno peixe desenvolveram uma maneira extraordinária de sobreviver. O peixe cavernícola Astyanax mexicanus apresenta formas que perderam os olhos funcionais e parte da pigmentação corporal. Em vez de depender da visão, esses animais detectam movimentos e vibrações na água com uma sensibilidade aprimorada, permitindo localizar alimento e reconhecer alterações no ambiente mesmo na escuridão permanente.

O Astyanax mexicanus possui populações que vivem em rios superficiais e outras adaptadas a cavernas. Enquanto os indivíduos da superfície apresentam olhos funcionais, diversas populações subterrâneas desenvolveram olhos reduzidos ou completamente degenerados. Essa diferença surgiu ao longo de muitas gerações, mediante mudanças hereditárias associadas ao desenvolvimento embrionário.

Nas cavernas sem iluminação, a visão deixa de oferecer as vantagens encontradas em ambientes iluminados. Pesquisadores investigam diferentes explicações para sua redução, incluindo seleção natural, deriva genética e efeitos compartilhados de genes sobre múltiplas características. Ainda não existe uma explicação única capaz de descrever todos os processos responsáveis pela perda dos olhos.

O principal mecanismo envolve a linha lateral, sistema sensorial presente em muitos peixes. Ela contém estruturas chamadas neuromastos, formadas por células capazes de detectar movimentos da água. Nas populações cavernícolas estudadas, esses receptores apresentam modificações que aumentam a capacidade de perceber pequenas perturbações próximas ao corpo.

Esse mecanismo permite identificar movimentos produzidos por presas e outros elementos do ambiente. Experimentos também demonstraram que determinados peixes cavernícolas nadam em direção a fontes de vibração, comportamento associado à busca de alimento. A resposta varia entre populações e depende das características dos estímulos.

O vídeo apresenta o Astyanax mexicanus e a evolução da perda dos olhos.

Nas formas cegas de Astyanax mexicanus, estruturas oculares começam a se desenvolver durante a fase embrionária, mas sofrem alterações posteriormente. A degeneração do cristalino e de outros componentes compromete o desenvolvimento normal dos olhos, que podem permanecer reduzidos e recobertos por tecido.

Essas mudanças não acontecem porque cada peixe simplesmente deixa de utilizar a visão. Elas resultam de processos genéticos e de desenvolvimento herdados entre gerações. Além disso, diferentes populações cavernícolas apresentam histórias evolutivas próprias, demonstrando que a redução ocular pode envolver combinações distintas de mecanismos.

Um estudo publicado no Journal of Experimental Biology investigou os receptores da linha lateral em peixes cavernícolas mexicanos.

Ler a notícia completa no O Antagonista ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.

Mais de O Antagonista

Ver tudo ›

Mais em Política

Ver tudo ›