Deriva de herbicidas causa prejuízos de R$ 210 milhões, mostra pesquisa
Foto: Pixabay Um levantamento inédito realizado no Rio Grande do Sul dimensionou o impacto econômico da deriva de herbicidas utilizados principalmente em lavouras de grãos sobre a produção de uvas.
Segundo o estudo, os prejuízos provocados pelo problema ultrapassaram R$ 210 milhões entre 2018 e 2025, considerando perdas de produção, aumento dos custos de manejo e necessidade de renovação antecipada dos vinhedos.
A pesquisa foi realizada pelo Instituto de Gestão, Planejamento e Desenvolvimento da Vitivinicultura do Estado (ConceVitis-RS) e pela Fundação Empresa-Escola de Engenharia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
O levantamento analisou mais de 400 ocorrências de deriva registradas no estado, além de entrevistas realizadas em diferentes regiões vitivinícolas e análises territoriais.
Ao todo, foram identificados pelo menos 700 hectares de vinhedos afetados.
Os pesquisadores alertam, porém, que a área atingida pode ser ainda maior, já que o estudo considerou os registros oficiais disponíveis.
Deriva reduz produtividade e antecipa renovação de vinhedos Os impactos não se limitam à perda imediata da produção.
Quando atingidas por herbicidas hormonais, as videiras apresentam sintomas característicos, como deformações nas folhas, além de redução da produtividade.
O problema também pode comprometer os ciclos seguintes.
Uma videira afetada pode apresentar menor vida útil, fazendo com que o produtor precise a ntecipar a renovação do vinhedo e, consequentemente, aumentar os investimentos na propriedade.
De acordo com o estudo, caso o cenário persista, os prejuízos podem ultrapassar R$ 150 milhões em cinco anos, considerando os impactos sobre a atividade vitivinícola.
Regiões produtoras são afetadas Foram identificados registros de deriva em importantes regiões produtoras do Rio Grande do Sul, como Campanha Gaúcha, região Central, Serra do Sudeste, Campos de Cima da Serra, Planalto e Missões.
Também foram registrados casos, de forma mais pontual, na Serra Gaúcha.
Para o setor vitivinícola, o problema pode representar um obstáculo aos investimentos e à expansão da atividade no estado.
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