Com onda de direita, Trump impõe ação contra narcotráfico na América do Sul
O comandante do Comando Sul dos Estados Unidos, general Francis L.
Donovan , classificou a nova etapa da cooperação militar entre Washington, Colômbia e Equador no combate a cartéis e organizações classificadas pelos norte-americanos como narcoterroristas como uma “mudança de jogo”.
A declaração foi feita após uma reunião realizada na quinta-feira (27/8), em San Lorenzo, no Equador, que reuniu autoridades de Defesa e comandantes militares dos três países.
O encontro tratou de uma estratégia conjunta para impedir que organizações criminosas utilizem a fronteira entre Colômbia e Equador como rota de tráfico ou área de refúgio.
“A fronteira entre a Colômbia e o Equador é um ponto de estrangulamento geográfico que os cartéis violentos exploram há muito tempo.
Hoje, estamos mudando o jogo”, escreveu Donovan.
Segundo o general, os três países consolidaram uma estratégia para “caçar a liderança dos cartéis, destruir sua logística e negar-lhes permanentemente refúgio”.
A articulação faz parte de uma ofensiva mais ampla do governo de Donald Trump contra o narcotráfico na América do Sul.
Washington passou, nos últimos meses, a ampliar a cooperação militar com governos alinhados à sua agenda de segurança e a defender uma participação mais direta das Forças Armadas no enfrentamento a organizações criminosas.
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1 de 4 Comando do Sul dos EUA 2 de 4 Presidente do Equador, Daniel Noboa Reprodução/Instagram 3 de 4 Abelardo de la Espriella, eleito presidente da Colômbia Lucas Aguayo Araos/Anadolu via Getty Images 4 de 4 Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth Andrew Harnik/Getty Images Coalizão das Américas Um dos principais instrumentos dessa estratégia é a Coalizão das Américas contra os Cartéis (A3C), também chamada de Escudo das Américas.
Liderada pelos Estados Unidos, a iniciativa começou com 12 países e chegou a 19 integrantes após a adesão da Colômbia.
O grupo reúne governos latino-americanos e caribenhos interessados em ampliar a cooperação contra o narcotráfico, o terrorismo e organizações criminosas transnacionais.
Entre os participantes estão países como Equador, Argentina, Bolívia, Chile, El Salvador, Peru e Honduras.
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