“Apneia do sono e hipertensão”: estudo mostra nova abordagem no tratamento
Um estudo brasileiro recente revela que o controle da apneia obstrutiva do sono pode ser um aliado crucial no tratamento da hipertensão arterial, especialmente em pacientes que não respondem bem à medicação.
A pesquisa demonstra que o uso de dispositivos como o CPAP reduz significativamente a pressão arterial, diminuindo o risco de complicações cardiovasculares graves.
A condição, caracterizada pelo relaxamento dos músculos da garganta, afeta uma parcela considerável de indivíduos com pressão alta, sendo um fator de risco independente para a doença.
Um estudo brasileiro indica que o tratamento da apneia do sono reduz a pressão arterial em pacientes com hipertensão não controlada.
A pesquisa, que envolveu 123 pacientes, comparou o uso de tiras dilatadoras nasais e o aparelho CPAP.
Após seis meses, observou-se que o CPAP promoveu uma diminuição significativa da pressão arterial, contribuindo para a prevenção de infarto e AVC.
A apneia obstrutiva do sono ocorre quando os músculos da garganta relaxam, estreitando as vias respiratórias e dificultando a passagem do ar para os pulmões.
Além de comprometer a qualidade do sono, a condição está associada a uma série de problemas de saúde, incluindo doenças cardiovasculares.
A relação preocupante entre os distúrbios do sono e o sistema cardiovascular O problema é especialmente frequente entre pessoas hipertensas — afeta entre 30% e 50% de quem tem pressão alta.
Nos casos de hipertensão resistente, a prevalência sobe para 60% a 90%, enquanto na hipertensão refratária pode chegar a 95%.
“Estudos mostram que esse problema é um fator de risco independente para hipertensão, com aproximadamente duas vezes maior risco comparado a indivíduos sem ele”, destaca o cardiologista Eduardo Segalla de Mello, do Einstein Hospital Israelita.
Como a apneia afeta a pressão arterial? A relação entre as duas condições está ligada a alterações fisiológicas provocadas pelas interrupções da respiração durante o sono.
Ao parar de respirar momentaneamente, a taxa de oxigênio cai e depois sobe, levando a microdespertares.
Esse esforço respiratório pode alterar a pressão arterial.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em istoe.com.br — o conteúdo pertence a IstoÉ.