“União Europeia: não há risco de ataque russo a países europeus”
BRUXELAS — A União Europeia (UE) não percebe um “risco imediato” de ataques da Rússia contra países-membros do bloco e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
A afirmação foi feita por um alto funcionário da UE nesta terça-feira (27), em Bruxelas, visando acalmar os rumores que circularam após a recente visita do diretor da Agência Central de Inteligência (CIA) dos Estados Unidos, John Ratcliffe, a Moscou.
A União Europeia descarta risco de ataque imediato da Rússia contra países do bloco ou membros da Otan.
Rumores surgiram após a visita do diretor da CIA, John Ratcliffe, a Moscou, levantando a hipótese de ações russas para testar a Otan.
O Kremlin, por meio de seu porta-voz Dmitry Peskov, negou veementemente as acusações, classificando-as como “espantalhos”.
“Posso afirmar com extrema clareza que nós, assim como os serviços europeus em geral, não vemos nenhum risco imediato de um ataque da Rússia contra países europeus e membros da Otan”, declarou o funcionário, sublinhando que a inteligência do bloco não aponta para tal cenário.
Contudo, ele ressaltou a continuidade de “ataques híbridos e, em alguns casos, ataques não exatamente híbridos”, que a UE prevê que continuarão.
Qual o objetivo da visita da CIA? As declarações da UE buscam mitigar a preocupação gerada pela visita de John Ratcliffe, chefe da CIA, à Rússia, na última terça-feira (25).
De acordo com o jornal americano The Wall Street Journal, a missão de Ratcliffe teria como principal objetivo alertar o governo russo sobre as consequências de uma possível agressão à Otan.
Havia especulações de que o regime do presidente russo, Vladimir Putin, pudesse estar considerando uma ação limitada para “testar a determinação” da aliança em defender seu território.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por sua vez, descreveu a visita como um compromisso de “semirrotina”, cujo foco seria encerrar o conflito na Ucrânia, sem detalhar os motivos da presença do diretor da CIA na capital russa.
Quais países estariam na mira da Rússia? Os principais países mencionados nas especulações como potenciais alvos seriam Estônia, Letônia e Lituânia.
Essas nações, que são ex-repúblicas soviéticas, atualmente integram tanto a Otan quanto a União Europeia e compartilham fronteiras com a Rússia, o que as tornaria geograficamente vulneráveis a tais manobras.
Questionado sobre as acusações, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, refutou a suposta intenção de atacar a aliança ocidental.
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