Onde está a caixa-preta do BNDES?
O brasileiro aprendeu a fazer as perguntas certas em relação ao dinheiro público. Quem decide? Quais são os critérios? Quem fiscaliza? Quem paga a conta se der errado? São perguntas legítimas — e é por elas devemos olhar de perto o exemplo do BNDES, até pouco tempo acusado de forma leviana de ser a grande "caixa-preta" do país.
O BNDES é o maior banco de desenvolvimento das Américas, responsável pelo financiamento das mais importantes obras de infraestrutura deste país, além de apoiar todos os setores da economia, da agropecuária à indústria, e empresas de todos os portes, sobretudo micro, pequenas e médias.
Comecemos pelo que não se vê. Nenhum financiamento é decidido por uma pessoa: as operações passam por instâncias colegiadas, com critérios, garantias e alçadas definidos previamente. O Conselho de Administração tem membros independentes e comitês, como o de auditoria, atuam como filtros permanentes. Por fora, tem-se a supervisão do Banco Central, auditoria independente e fiscalização de TCU e CGU.
O teste definitivo de qualquer governança de crédito é o índice de inadimplência, que não aceita narrativa. A gestão técnica e responsável faz o BNDES ter a menor taxa de inadimplência do Sistema Financeiro Nacional: 0,04%. Em todo o sistema, a média é de 4,3%. Esse rigor protegeu o BNDES da crise nas Americanas (Banco acionou as fianças bancárias que garantiam os empréstimos) e da sanha de operadores do Banco Master, que tentaram, mas não receberam apoio do BNDES em nenhum projeto de financiamento. Governança no BNDES é um dever público.
Em 2022, o país escolheu uma gestão que fortalecesse o BNDES em todos os níveis. E conseguiu. Em 2025, o Banco injetou R$ 366 bilhões na economia (R$ 1 bilhão por dia), elevou os ativos acima de R$ 962 bilhões, registrou patrimônio líquido recorde de R$ 172 bilhões e o maior lucro recorrente da história: R$ 15,2 bilhões. Em outra frente, recuperou a autoestima dos empregados. Em 2023, havia 531 funcionários da instituição com processos no TCU que se arrastavam desde 2014. Em junho deste ano ocorreu a primeira celebração de aniversário do BNDES sem nenhum funcionário respondendo a processo.
A partir de uma estratégia de divulgação ativa das ações e de prestação de contas pela imprensa, a marca BNDES atingiu US$ 901 milhões em valor em 2026, segundo a consultoria Brand Finance. Um crescimento de 24% em relação a 2025.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.