MPT processa Prefeitura do Rio por assédio eleitoral; denúncias apontam uso político de Conselhos Tutelares
Grupo de WhatsApp usado para organizar atividades de campanha cita a inclusão de “assistentes administrativos” no “projeto eleitoral” e convoca participantes para panfletagem.
Arquivo pessoal O Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro (MPT-RJ) ajuizou uma ação civil pública no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-RJ) contra o município do Rio para impedir práticas de assédio eleitoral e garantir a liberdade de manifestação política de servidores, terceirizados e outros profissionais que atuam na estrutura municipal. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Segundo o MPT, o órgão recebeu denúncias de trabalhadores que foram coagidos a participar de reuniões e atividades relacionadas a campanhas políticas para as eleições de 2026, inclusive durante o expediente.
As denúncias também relatam abordagens por grupos de WhatsApp e possíveis represálias contra quem não participasse.
O g1 teve acesso a documentos e relatos de funcionários de diferentes unidades de Conselhos Tutelares e de CRAS e CREAS.
Entre as denúncias recebidas pela reportagem estão relatos de: aparelhamento da estrutura de Conselhos Tutelares do município do Rio; pressão para que funcionários de diferentes unidades do CRAS trabalhassem em eventos de campanha política; demissão de funcionários terceirizados que não aceitaram participar de agendas de campanha; desvio de função de trabalhadores para atuarem em atividades de campanha política; utilização de dados pessoais de pessoas atendidas nas unidades da prefeitura para o disparo de mensagens políticas, como pedido de voto, por exemplo; uso do atendimento domiciliar dos órgãos de assistência social da prefeitura para divulgação de propostas políticas e número de votação de candidatos; uso ou oferta de programas sociais como forma de obter apoio eleitoral ou votos.
Fantástico reúne pais e filhos para falar do ECA Digital Ex-secretária é citada nas denúncias As unidades dos Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), dos Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) e dos Conselhos Tutelares do Rio são ligados a estrutura da Secretaria de Assistência Social do município (SMAS).
Até março deste ano, a SMAS era comandada pela deputada estadual Martha Rocha (PDT), que deixou a pasta para reassumir o mandato na Alerj.
Na eleição deste ano, ela disputou uma vaga de deputada federal pelo PDT.
No domingo (4), ela recebeu 35.628 votos e ficou como suplente.
O nome de Martha Rocha foi citado em várias denúncias feitas ao g1.
Em diferentes momentos, funcionários confirmaram que sofreram pressão para atuar na campanha da deputada e tiveram medo de serem demitidos caso recusassem.
"Na verdade, só permaneceram nos contratos as pessoas que participavam dessas reuniões.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Rio de Janeiro.