Saneamento básico: o direito humano que insiste em não chegar a todos
Obras de saneamento básico.
Foto: Aegea/Divulgação *Artigo escrito por Édison Carlos, presidente do Instituto Aegea Poucos temas reúnem tanto consenso no discurso e tão pouca urgência na prática quanto o saneamento.
O acesso à água limpa é reconhecido como direito humano pela ONU desde 2010, e desde dezembro de 2015 as Nações Unidas também reconhecem o saneamento básico como um direito humano, separado do direito à água potável , como forma de chamar a atenção para as mais de 2,5 bilhões de pessoas que vivem sem acesso a banheiros e sistemas de esgoto adequados no mundo.
Também está entre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável que o mundo se comprometeu a cumprir.
No Brasil, ainda são quase 100 milhões de brasileiros vivendo à margem desse direito; reconhecido, mas não exercido.
Costumamos tratar o saneamento como obra, como um serviço entre outros — importante, mas técnico, quase invisível.
É um engano.
Saneamento não é um direito ao lado dos demais: é o direito que sustenta os demais.
Não há direito à saúde onde a criança adoece por causa da água que bebe.
Não há direito à educação quando ela falta à escola, ou chega sem condições de aprender.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folhavitoria.com.br — o conteúdo pertence a Folha Vitória.