Neutralidade dá condições de centrão compor próximo governo, diz Hugo Motta
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O presidente da Câmara dos Deputados , Hugo Motta ( Republicanos -PB), afirma que a neutralidade adotada pelo centrão na eleição nacional permite que esses partidos negociem uma participação no próximo governo.
"A posição de neutralidade dá aos partidos a condição de, após passar o processo eleitoral, discutir a governabilidade sem as amarras que tivemos no passado", diz em entrevista feita em agosto, em Patos (PB), para a série de reportagens da Folha sobre as campanhas dos líderes do centrão .
O parlamentar afirma que não houve um acerto prévio sobre a ocupação de cargos e que apoia a reeleição do presidente Lula (PT) por entender que é o melhor para sua região. "Depois que ele foi presidente, o olhar para o Nordeste foi completamente diferente. O Nordeste passou a ser priorizado no Orçamento."
Motta também diz que sua reeleição ao comando da Câmara é um direito e que vai lutar para exercê-lo, seja quem for o presidente da República eleito. Ele ressalta, ainda, que há uma diferença entre seu apoio eleitoral a Lula e seu comportamento no Congresso, onde defende uma pauta mais liberal na economia .
Caso reeleito, ele diz que terá como prioridade a regulação da inteligência artificial e as reformas política e administrativa. Uma nova reforma previdenciária é necessária, defende, mas a iniciativa precisa partir do governo. Ele sugere ainda que a reforma política debata o financiamento de campanhas por empresas.
Após a realização da entrevista, no mês passado, a reportagem procurou Motta para comentar a escalada da crise no STF (Supremo Tribunal Federal) pelas relações de ministros com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o debate sobre a reformulação no Judiciário, mas ele se recusou a responder.
O sr. é identificado com pautas liberais na economia, como a reforma administrativa. Por que defender a candidatura do presidente Lula, que é contra? Tem que fazer uma análise um pouco mais profunda sobre o que é apoio político e o que é comportamento no Congresso. Não é porque eu tenho uma veia econômica mais firme do ponto de vista fiscal que não posso encontrar uma convergência com o presidente. Até porque, independentemente de quem ganhe a eleição, vamos ter que dar uma avaliada na questão fiscal do país.
Depois que ele [Lula] foi presidente, o olhar para o Nordeste foi completamente diferente. O Nordeste passou a ser muito mais priorizado no orçamento público, nas obras estruturantes. A transposição do Rio São Francisco e o Minha Casa Minha Vida foram investimentos que mudaram nossa realidade. O melhor para meu estado, para minha região, para o povo que eu represento, é o presidente Lula.
Respeito as demais candidaturas, não tenho problema pessoal com ninguém, mas a minha defesa é pela reeleição do presidente.
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Os presidentes da Câmara costumam evitar declarar voto. O sr. vê um risco nesse apoio a Lula? Ou imagina que, se Lula perder, o sr. poderá construir uma aliança com Flávio Bolsonaro? É precipitado tentar fechar todas as pontas antes do período eleitoral.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.