PLOA prevê R$ 29,7 bilhões para crédito climático em 2027
O PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual) prevê R$ 29,7 bilhões em operações de crédito reembolsável do FNMC (Fundo Nacional sobre Mudança do Clima), que poderão apoiar projetos alinhados à agenda de redução de emissões e adaptação às mudanças climáticas.
Entre as principais aplicações para o setor está o financiamento de práticas associadas à agricultura de baixo carbono, em linha com as diretrizes do Plano ABC, como recuperação de pastagens degradadas, plantio direto, rotação de culturas, uso de bioinsumos e adoção de sistemas integrados de produção.
A proposta prevê que os recursos sejam disponibilizados por meio de financiamentos com condições favorecidas, permitindo que produtores e empresas tenham acesso a crédito com custo inferior ao de linhas convencionais de mercado para investimentos enquadrados nas políticas climáticas.
Leia Mais Como as prioridades do Plano Safra mudaram ao longo de seis anos Dívida barra acesso de produtores a novo crédito, diz Imaflora CMN autoriza criação de linhas crédito para endividamento rural O PLOA estima um benefício creditício de R$ 30,4 milhões para cada R$ 1 bilhão concedido em 2027.
Considerando toda a duração dos contratos, o benefício estimado sobe para R$ 198 milhões por R$ 1 bilhão financiado.
O cálculo considera a diferença entre o custo de captação dos recursos e as taxas oferecidas aos tomadores, em comparação com o custo médio de emissão da dívida pública federal.
Na prática, o mecanismo reduz o custo financeiro de investimentos considerados estratégicos para a transição para uma economia de menor emissão de carbono.
No campo, uma das principais frentes de aplicação está relacionada à ampliação de tecnologias de produção de baixo carbono.
O financiamento pode apoiar práticas que aumentem a produtividade sem necessidade de expansão da área cultivada e, ao mesmo tempo, reduzam a emissão de gases de efeito estufa.
A recuperação de pastagens degradadas, por exemplo, é uma das alternativas com potencial de impacto direto sobre a pecuária.
A melhoria da qualidade das pastagens pode elevar a capacidade produtiva das áreas já utilizadas e reduzir a necessidade de abertura de novas áreas.
Também estão entre as possibilidades o plantio direto, a rotação de culturas e o uso de bioinsumos, além da adoção de tecnologias voltadas à mitigação das emissões no processo produtivo.
Outro caminho é a expansão de sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta, que combinam diferentes atividades na mesma propriedade e podem contribuir tanto para a produtividade quanto para a conservação dos recursos naturais.
Além da produção de baixo carbono, os recursos do Fundo Clima podem ser direcionados à restauração florestal e à adaptação baseada em ecossistemas.
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