Um jogo e muitas críticas: o histórico de Neymar no gramado sintético
Palmeiras e Santos iniciam, às 21h30 (de Brasília) desta quarta-feira (26), a disputa nas quartas de final da Copa do Brasil. O primeiro duelo acontecerá no gramado sintético do Nubank Parque, estádio em que Neymar jamais atuou.
Relacionado por Cuca após longo mistério do treinador, o atacante é a principal esperança da torcida para um bom resultado no estádio palmeirense.
Desde que repatriou o atacante, no início de 2025, o Santos disputou oito jogos em estádios com piso artificial. O camisa 10, no entanto, participou de apenas um desses compromissos: contra o Atlético-MG, em agosto do ano passado, que terminou com um empate por 1 a 1 pelo Campeonato Brasileiro.
Com uma atuação discreta, Neymar foi substituído aos 36 minutos do segundo tempo e fez questão de deixar claro que não aprovou a experiência: "Comprovado... Sintético é uma m****", escreveu em suas redes sociais após a partida.
Depois daquele duelo, o Peixe jogou outras sete vezes nessas condições. Em quatro ocasiões, o jogador foi preservado pela comissão técnica por conta de sua restrição ao piso. Nas demais, lesões ou período de férias favoreceram as suas ausências.
Nos confrontos contra o Palmeiras, na Arena Barueri, e contra a Chapecoense, na Arena Condá, em janeiro deste ano, Neymar se recuperava de uma artroscopia no joelho e ainda não havia estreado na temporada. Já contra o Botafogo, em julho, o atacante estava de férias após defender a seleção brasileira na Copa do Mundo.
Mas, ausente contra o Athletico-PR, em fevereiro, em razão da sua restrição ao piso, o camisa 10 voltou a criticar o gramado artificial nas redes sociais: "Praticar futebol nesse campo é quase impossível".
Em fevereiro de 2025, Neymar encabeçou um movimento contra a utilização de gramados sintéticos no futebol brasileiro. Além dele, atletas como Thiago Silva, Philippe Coutinho, Alan Patrick e Gabigol se posicionaram sob o lema "Futebol é natural, não sintético".
Preocupante ver o rumo que o futebol brasileiro está tomando. É um absurdo a gente ter que discutir gramado sintético em nossos campos. A solução para um gramado ruim é fazer um gramado bom, simples assim. Se o Brasil deseja definitivamente estar inserido como protagonista no mercado mundial, a primeira medida deveria ser exigir qualidade do piso. Futebol profissional não se joga em gramado sintético Trecho da nota
Palco do confronto desta quarta, o Nubank Parque já foi alvo direto de declarações do atacante desde o seu retorno ao Peixe:
Jogar no Allianz (antigo Nubank Parque) para mim é praticamente impossível. Jogar em society é uma das coisas que me incomoda como jogador, independentemente das minhas lesões Neymar, em agosto de 2025
A resistência do atacante ao piso sintético influenciou até decisões do próprio Santos. A diretoria mantinha um acordo verbal para mandar algumas partidas na Capital usando a Mercado Livre Arena Pacaembu, mas o projeto não avançou em partes justamente por conta da contrariedade de Neymar em atuar na grama artificial do estádio.
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