Análise: Apesar da pressão econômica, Irã mantém vantagem sobre Ormuz
O Irã e os Estados Unidos estão intensificando suas reivindicações conflitantes de controle sobre o Estreito de Ormuz, mas a realidade é mais complexa do que qualquer um dos lados está disposto a admitir.
O tráfego de embarcações permanece severamente restrito, demonstrando que muitos não estão dispostos a correr o risco de um possível ataque iraniano e ressaltando a influência contínua de Teerã sobre Ormuz .
O número de travessias de embarcações representa uma fração mínima da média de cerca de 130 travessias diárias registradas antes da guerra, muitas vezes mal chegando a dois dígitos.
Trump promete punir países que apoiem o Irã; negociações seguem estagnadas Análise: Efeito do controle de Ormuz é disputa central entre EUA e Irã Trump nega negociações com Irã; Catar vê acordo sobre Ormuz como saída No caso de petroleiros carregados com petróleo bruto, em média, apenas dois ou três navios do tipo VLCC (Superpetroleiro) transitaram pelo estreito diariamente desde 7 de julho, segundo a Kpler, empresa que monitora navios utilizando transponders e dados de satélite.
Esse número contrasta com a média de cerca de oito trânsitos diários de VLCCs antes da guerra.
No entanto, apesar da redução no número de travessias, volumes crescentes de petróleo estão contornando totalmente o estreito ou dependendo da proteção dos EUA e de transferências de navio para navio para retirar o petróleo do Golfo Pérsico de forma sigilosa .
Um Estreito de Ormuz “permeável” enfraquece a barganha energética de Teerã e, ao mesmo tempo, alivia parte da pressão sobre os preços do petróleo bruto — e, consequentemente, da gasolina —, concedendo ao presidente dos EUA, Donald Trump , mais tempo para prolongar o atual impasse, na esperança de que o Irã recue.
Os Estados Unidos apostam que a pressão econômica alcançará o que a força militar não conseguiu até agora: forçar o regime iraniano a ceder.
No final da quarta-feira (19), Trump ameaçou impor “consequências econômicas ENORMES” a qualquer país que ofereça “qualquer tábua de salvação ao Irã”, em uma publicação na Truth Social na qual declarou um “Dia D econômico”.
No entanto, o Irã não dá sinais de que vá ceder, apesar da pressão crescente sobre sua economia e as vendas de petróleo.
O país continua atacando navios na região, prejudicando o fornecimento de energia para os mercados globais.
“Agora é uma questão de quem recua primeiro — se é que alguém vai recuar”, disse Jorge Leon, chefe de análise geopolítica da Rystad, uma consultoria do setor de energia.
“Existe essa dicotomia… o impacto econômico é maior para o Irã do que para os EUA neste momento, mas, o que é importante, a pressão política sobre o Irã é muito menor”, afirmou ele à CNN .
A economia de sobrevivência do Irã A economia do Irã já sofreu um duro golpe devido à guerra.
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