Além de maratonas e saltos mortais para trás, robôs da China enfrentam teste comercial
PEQUIM, 18 Ago (Reuters) - Os fabricantes chineses de robôs humanoides passaram os últimos dois anos impressionando os investidores com máquinas capazes de dançar break, dar socos e até mesmo bater recordes de maratona. Nesta semana, em Pequim, eles enfrentam um desafio mais difícil: provar que suas invenções podem funcionar de maneira confiável para gerar valor econômico.
Mais de 300 empresas são esperadas na Conferência Mundial de Robótica, de quarta a domingo, apresentando mais de 2.000 exposições e lançando mais de 150 produtos, segundo as autoridades de Pequim.
A conferência coincide com a estreia da Unitree na bolsa de valores de Xangai, uma das maiores fabricantes mundiais de robôs humanoides em volume de vendas, após uma oferta pública inicial que teve demanda 8.000 vezes superior à oferta por parte de investidores de varejo.
O fundador da Unitree, Wang Xingxing, fará uma palestra no fórum principal da conferência na quinta-feira sobre a próxima década da indústria de robôs humanoides, segundo o governo municipal de Pequim.
O evento ocorre em um momento em que o entusiasmo dos investidores em torno dos robôs humanóides chineses atinge novos patamares, mas o foco está mudando das demonstrações virais para a realidade comercial. Investidores e clientes estão cada vez mais avaliando os robôs não pelo espetáculo de seus movimentos, mas pela produtividade com que trabalham, pela quantidade de supervisão humana necessária e pela capacidade de gerar retorno sobre o custo.
Embora os robôs na China estejam começando a substituir trabalhadores humanos em aplicações específicas, como entregas de refeições em hotéis e em algumas linhas de montagem, a adoção em larga escala em diversos setores, além de projetos-piloto limitados, ainda não ocorreu.
Alguns no setor argumentam que essa mudança já deveria ter ocorrido há muito tempo.
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